Embalagens

Uso de plástico rígido deve aumentar até 2009

Novas tecnologias geram oportunidades para as embalagens plásticas no setor de alimentos

Texto de Domingos Zaparolli Fotos de Cuca Jorge

O mercado de embalagens plásticas para os segmentos de alimentos e bebidas vive uma frenética evolução. Novas tecnologias conferem ao plástico melhores condições de competitividade diante de materiais como latas, vidros e papel. Inovações tecnológicas sinalizam um upgrade nas embalagens plásticas atuais, gerando melhores condições de acondicionamento e aumentando a vida útil dos alimentos.

Novas tecnologias também estão sendo desenvolvidas para amenizar um dos maiores problemas relativos ao uso intensivo do plástico: seu impacto ambiental. O desafio da indústria de embalagens é viabilizar a introdução dessas inovações no mercado brasileiro, no qual a disputa por maiores fatias de vendas se dá principalmente pelo preço final do produto e a relação custo-benefício, muitas vezes, é relegada ao segundo plano.

Um estudo da Pira International, empresa de consultoria ligada a Ciba Expert Services, projeta a evolução do mercado global de embalagens até 2009 e confirma a perspectiva do plástico como substituto de outros materiais. Segundo o levantamento, o uso de plásticos rígidos em embalagens deverá apresentar uma taxa de crescimento anual de 5,6% até 2009 e o uso de plásticos flexíveis deve crescer 3,9% ao ano. São os dois melhores desempenhos.

Já a evolução do uso de outros materiais nas embalagens é bem mais modesta. A perspectiva de crescimento do vidro é de 1,9% ao ano, enquanto a do metal é de 2,7%. Papel e papelão são os materiais que se mantêm mais competitivos diante do avanço dos plásticos: apresentam um crescimento projetado de 3,8%. O segmento de alimentos, incluindo aí bebidas, responde por 40% do mercado global de embalagens.

 
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