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Empresa de renome internacional, com fábricas nos Estados Unidos,
Bélgica e Brasil, a Hudson Shar (ex-FMC) também é listada entre as
principais fornecedoras domésticas. No entanto, 80% da produção
atravessa as fronteiras brasileiras, índice que neste ano deve cair para
70%, por conta do câmbio e da instabilidade político-econômica na
América Latina. Declaração do seu gerente de vendas, Juliano Criscuolo,
comprova as queixas da Hece, da Maqplas e da Brademaq. Segundo ele, o
modelo brasileiro das máquinas Flat Belts, que executam solda de fundo,
lateral e beira lateral é dotado de apenas um servomotor, mais simples
em comparação aos modelos americanos que dispõem de, no mínimo, três
deles. “O mercado americano exige mais automação.” Enquanto a versão
standard nacional só possui o servo de tração (puxa o filme para ser
soldado), as máquinas americanas contam com o servo de controle de
estiramento na entrada do filme, e servo para movimentação do cabeçote.
Se um usuário brasileiro quiser o modelo com os três servo-motores pode
solicitar sob encomenda.
A fábrica brasileira ainda produz máquinas wicketer (especial para
embalagens de pão de forma, fraldas e absorventes femininos), com
capacidades de 250 e de 350 batidas por minuto, esta última lançada na
Brasilpack, em abril deste ano. Essas, sim, possuem os três servomotores.
“A produção maior justifica o investimento”, pondera Criscuolo. Os
modelos fabricados nos Estados Unidos suprem necessidades maiores de
produção: 450 batidas por minuto. A máquina do gênero produzida na
Bélgica é considerada a mais rápida em termos globais: executa até 550
batidas por minuto.
A terceira linha fabricada no País é a stand pouch, modelo completo como
o fabricado nas outras unidades da empresa. Essa máquina é exportada
para os Estados Unidos e Europa, informa o gerente. Em razão do menor
custo, os equipamentos wicketers e flat belt atendem em especial
mercados emergentes europeus, como Austrália, Polônia e Turquia.
Marasmo preocupa – Com demanda estimada em torno de 450 máquinas
anuais e perto de uma dezena de fabricantes locais, mais da metade de
pequeno porte, o mercado brasileiro de corte e solda sofre do mesmo mal
que o restante da indústria brasileira: as dificuldades impostas pela
macroeconomia. A estagnação em que se encontra o País, com juros
elevados, moeda nacional valorizada e baixo nível de investimento,
continua atormentando os executivos brasileiros.
Uma das maneiras encontradas pelos principais fabricantes de máquinas
para superar esse marasmo foi buscar novas formas de cortar custos e
também oferecer novidades aos segmentos de mercado com fôlego para
absorvê-las.
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Cuca Jorge |
“Quem puxa o desenvolvimento é o mercado mais sofisticado, na
substituição de embalagens de alumínio, vidro e outros materiais por
embalagens plásticas tipo barreira, multicamadas e stand up pouch, mas
o crescimento ainda é incipiente porque está difícil investir num País
que não tem crescimento nem perspectiva”, lamenta Vanderlei Sverzut. |
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| Luiz Fernandes estima produzir perto de 150
máquinas/ano |
Segundo ele, a Hece se qualificou tecnologicamente, mas não
apresentou crescimento. “Para este ano não prevemos crescimento, porque,
com o mercado interno estagnado, nós estávamos crescendo aumentando a
fatia de exportação, mas com a valorização do real estamos só mantendo
aquele mercado que foi desenvolvido”, declara o diretor. De acordo com
Luiz Fernando, a meta para este ano era atingir 20% da produção em
volume, índice que deve ficar em torno de 15%. Com mais de trinta anos
de tradição no mercado, as máquinas de corte e solda representam 80% dos
negócios da empresa, que também fabrica termoformadoras.
A qualificação tecnológica mencionada resultou na opção para o
transformador de comprar equipamentos com conexão à Internet para
manutenção on line. Outro fruto desse aprimoramento foi o
desenvolvimento de novo processo de produção modular, propiciando maior
durabilidade, melhor desempenho e maior produtividade à máquina, segundo
Luiz Fernando. “O equipamento é mais sofisticado no seu projeto, é mais
robusto, tudo é mecanicamente preciso, oferece maior produtividade,
confiança no processo, é digital. Seu custo/benefício é muito positivo,
com desempenho entre 25% e 30% superior às antecessoras e o aumento de
preço para o cliente é da ordem de 15%”, informa. Só as máquinas de
corte e solda de pequeno porte ainda não foram incorporadas ao novo
processo.
Em volume de produção, a Hece se considera a maior fabricante brasileira
de corte e solda. Seu gerente-industrial estima produzir cerca de 150
máquinas anuais e acredita suprir 25% do mercado brasileiro. No final do
ano passado, Vanderlei projetava fabricar neste ano cerca de 200
máquinas. “Mas não deve passar das 140”, diz. Nas contas dele, a Hece
dispõe de mais de vinte modelos de máquinas automáticas, entre corte e
solda convencional, sacoleira, fundo redondo, wicket e pouch, além de
acessórios e moldes.
“Em fundo redondo somos top de linha”, garante Luiz Fernando. Esse
equipamento se destina em especial à produção de embalagem para frango.
“A produção do fundo requer um dispositivo que nós desenvolvemos e que
agora os concorrentes estão fazendo também, mas temos 90% do mercado,
além disso, a máquina também pode ser wicket, quando os frigoríficos
exigem”, ressalta.
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