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Indústria do Sul do
País se reúne em Joinville para conhecer novidades
da cadeia plástica
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Texto e fotos de
Márcio Azevedo |
A Feira Nacional de Integração da Tecnologia do Plástico, famosa no
mercado como Interplast, é o ponto de encontro da indústria do Sul do
Brasil. Em particular daquela nos arredores de Joinville-SC, onde o
evento é realizado a cada dois anos no centro de exposição Expoville.
Além de estreitar os laços entre os competidores e os clientes da cadeia
do plástico, o acontecimento, acompanhado do congresso paralelo Cintec
(Congresso de Inovação Tecnológica), propôs a discussão de novidades em
palestras de profissionais da indústria e acadêmicos ao longo das tardes
de 23 e 25 de agosto.
Entre os muitos temas abordados surgiram alguns bastante recentes, nem
tanto na Europa e nos Estados Unidos, mas certamente nos mercados
latino-americanos. No segmento das resinas, polímeros biodegradáveis,
aplicações de nanotecnologia e cargas fibrosas naturais ou longas são
mercados pequenos, mas atraíram a atenção e despertaram a curiosidade do
público.
| O pesquisador Derval dos
Santos Rosa, da Universidade São Francisco, de Itatiba-SP, lidera o
grupo que atua no laboratório de polímeros biodegradáveis e soluções
ambientais e estuda o impacto ambiental provocado por resinas e
caracteriza materiais poliméricos biodegradáveis. |
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Palestras contaram com boa presença
de participantes |
A apresentação mostrou o interesse no Brasil despertado pela
importação de plásticos biodegradáveis para conhecimento da tecnologia.
As universidades iniciaram os estudos na década de 90 e no fim dela as
empresas buscaram parcerias para o desenvolvimento de tecnologia para a
fabricação de produtos acabados. O surgimento dos polímeros
biodegradáveis ocorreu no nicho das cirurgias médicas, em implantes
cirúrgicos que empregavam o poliácido láctico (PLA) e outros materiais
da mesma família.
Profusão de conceitos – Existem várias referências para a
classificação de polímeros como biodegradáveis. No mercado americano são
usadas as normas ASTM, segundo as quais o plástico biodegradável é
degradável pela ação de microrganismos de origem natural (bactérias,
fungos e algas). Há outras normas com definições próprias, e devem ser
destacadas as controvérsias que ainda pesam sobre o que vem a ser um
polímero biodegradável. Alguns acreditam que o material deve ter sua
massa molar reduzida na presença de microrganismos capazes de quebrar as
macromoléculas originais. Outros apontam a formação de determinados
produtos como a melhor definição. Em geral, no processo de biodegradação
há a ação de bactérias, fungos e algas que podem produzir enzimas que
favorecem a cisão das ligações químicas, e por isso certos ensaios
testam os plásticos sob ação direta de enzimas, sem contato com
microrganismos.
O processo é iniciado por um ataque de moléculas de água. Com a
hidrólise ocorre a formação de oligômeros ou monômeros e, em seguida, a
intervenção de microrganismos ou enzimas, esteja presente o oxigênio ou
não. Se houver oxigênio, o processo é aeróbico e há produção de gás
carbônico (CO2) e água; e nos processos anaeróbicos há a produção de
metano (CH4). Vários métodos de avaliação da biodegradabilidade
monitoram a produção de alguns desses monômeros e produtos. Na
degradação da celulose, moléculas de glicose podem ser monitoradas com
esse fim. Os processos de degradação são influenciados por diversos
fatores, entre eles a umidade, o pH, a irradiação, a temperatura, o tipo
de microrganismo e a estrutura química da macromolécula.
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