As impressoras da série Beta, top de linha da Flexopower, foram concebidas para evoluir para a tecnologia gearless. “Já estamos recebendo consultas de clientes em busca desse up grade”, assegura Vita.

Cuca Jorge Na Feva, a maior fábrica brasileira de impressoras flexográficas, empresa que detém mais da metade do mercado, a decisão de quando e como a empresa atuará no segmento gearless ainda não está totalmente definida. Certo é que a empresa migrará para o sistema, como informa o gerente de exportações Geraldo Constantino Junior.
Vita planeja lançar sua primeira impressora gearless em 2007

A tecnologia para ser dado esse passo não é problema. A questão é saber se a Feva vai atuar nesse segmento sozinha ou em parceria com a norte-americana PCMC.

Há cinco anos a Feva realizou uma parceria com a PCMC e ficou responsável por industrializar as máquinas do grupo norte-americano em sua fábrica em Cotia, São Paulo. Neste período, 23 máquinas PCMC foram produzidas no Brasil, sendo que todas foram destinadas ao mercado externo, principalmente Estados Unidos e Canadá.

Cuca Jorge

Constantino: a entrada é certa, mas falta definir quando e como

Ocorre que em outubro de 2005 a PCMC foi adquirida pela também norte-americana Barry-Wehmiller e o momento é de definições de estratégias. Nessas horas, as parcerias são sempre reanalisadas. Laércio Catao, diretor da PCMC no Brasil, informa que o grupo promove uma mudança de rota. As flexográficas para o mercado norte-americano serão produzidas nos Estados Unidos. No Brasil ficará a produção para a América do Sul.

A boa notícia é que o primeiro contrato envolvendo uma máquina PCMC para o mercado interno estava praticamente fechado no início de setembro, informa Catao. Como não poderia deixar de ser é uma gearless, a Infinit 2, de dez cores.

Qualidade e produtividade – Em mercados maduros, como o europeu e o norte-americano, a migração para as impressoras sem engrenagens já ocorreu. No Brasil, o que tem impedido essa mudança tecnológica é o custo inicial das máquinas. Enquanto uma flexográfica convencional de oito cores, produzida localmente, pode ser adquirida por algo entre US$ 800 mil e US$ 1,4 milhão, uma gearless não sai por menos de US$ 1,5 milhão, sendo que as mais sofisticadas chegam a US$ 2 milhões.

A aposta do mercado é que, com a produção local das impressoras sem engrenagens, este custo caia. Outro fator que deve contribuir para a redução dos preços é o ganho de escala na produção.

Quanto mais máquinas produzidas, menor o custo. “A introdução de uma nova tecnologia é sempre cara. Mas depois, quando ela comprova sua eficiência e ganha mercado, torna-se acessível. A migração para as impressoras sem engrenagens é um caminho sem volta”, acredita Vita.

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Scarpeta: tecnologia deve dominar o mercado no prazo de cinco anos

Segundo Scarpeta, o entusiasmo com as impressoras gearless se justifica completamente. Ele explica: “Em uma impressora flexográfica tradicional, os sistemas de engrenagens são utilizados para sincronizar o movimento de todos os grupos impressores com seus respectivos porta-clichês, ou camisas, e anilox. O movimento sincronizado acontece porque há uma engrenagem no tambor central que arrasta todos os grupos impressores. O mesmo ocorre com as máquinas que utilizam o sistema stack, com cilindros de contrapressão.”
 

 
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