A indústria metalúrgica Pavan Zanetti, de Americana–SP, participou do evento por meio da R. Regal. Sob a batuta de Renato Araujo, o estande reuniu, além desse fabricante de sopradoras, outros ícones da indústria do plástico, como Battenfeld, Moinhos Rone, Moltec e Corema. De acordo com estimativa do diretor Newton Zanetti, os contatos feitos durante o evento renderam R$ 1 milhão. A relação entre a empresa e a região é de longa data e hoje responde por 20% do faturamento do fabricante.

Araujo também representa outra empresa da área de sopro: a Nissei ASB, que atua no ramo de estiramento-sopro de PET, policarbonato e polipropileno (PP). A idéia dele é oferecer ao Nordeste a possibilidade de comprar máquinas e equipamentos auxiliares de alto padrão. Por isso, também apresentou produtos da marca Battenfeld (empresa do grupo alemão SMS) e os periféricos da Corema – fabricante italiana especialista em equipamentos para resfriamento e termorregulagem – , além dos moinhos da Rone Indústria e Comércio de Máquinas e dos moldes da Moltec. Para Araujo, sua presença não é à toa, pois há um movimento da indústria local para acabar com o restrito índice de automação e a baixa qualidade dos produtos do Nordeste.
Máquina produzia sacos redondos

Prova disso está nas vendas da R. Regal. Há três anos, a Região Nordeste ocupava o sexto lugar em vendas da Pavan Zanetti, hoje subiu para a terceira colocação. Na área de injeção, o Nordeste foi a região brasileira que mais comprou da Battenfeld no ano passado. “Percebo que as empresas estão priorizando a qualidade e não o preço”, explicou.

No estande, a Corema destacou a linha Modulair. Trata-se de um sistema de ar frio, importado. Com faixa de operação de + 3ºC a + 40ºC, o equipamento possui controle microprocessado, sistema com circuito frigorífico e condensação a ar ou água. “O produto traz qualidade e sofisticação para o filme”, argumentou o diretor-comercial da Corema Marcelo Zimmaro. Da Pavan Zanetti, a novidade ficou por conta da Bimatic 10 H/D, máquina indicada para altas produções de frascos de polietileno (PE). Com até 20 cavidades por molde, o modelo possui bombas duplas para alta pressão no fechamento e hidráulica com sistema regenerativo para maior velocidade.

Araujo também divulgou novo investimento da Pavan Zanetti na área de injeção. Por meio de uma joint venture, o fabricante apresentou a linha Tederick TRX. Os modelos são robustos e com facilidade de operação e configuração. “São máquinas de combate, com um custo atrativo”, observou Araujo.
Araujo nota aumento das vendas de máquinas no NE

As filas ao redor da máquina exposta pela Deb´Maq, de São Paulo, chegaram a interromper a passagem no corredor do pavilhão. Além de ser a única injetora na feira, o modelo chamou a atenção, porque estava em funcionamento. “Viemos explorar o mercado Norte e Nordeste”, disse o supervisor de vendas da Divisão Plásticos, Moises Gomes da Silva. Com representação local desde o início de agosto, a Deb´Maq espera que as vendas nessas regiões respondam entre 5% e 10% do faturamento.

A injetora de 270 toneladas de força de fechamento e capacidade de injeção de 670 gramas, segundo Silva, consegue reduzir até 40% do consumo energético, em razão de uma bomba de vazão variada. A máquina foi apresentada na última Brasilplast, mas em uma versão menor. “Quisemos trazer um modelo maior para impressionar os visitantes”, explicou Silva. Fabricada na China, a máquina conta com assistência técnica e reposição de peças em território brasileiro.

A fim de conquistar novos clientes no Nordeste, a Selovac, de São Paulo, fez questão de levar máquinas para fabricação de embalagens a vácuo para expor. Uma delas, a seladora LF 360 Inox, foi projetada para atender aos requisitos de Boas Práticas de Manufatura (BPM).
Silva levou àfeira injetora de 270 t de forçade fechamento

A máquina possui comando lógico programável para todos os sistemas, até ink-jet. Segundo o diretor da Selovac, Cornelis Henrique Borst, o modelo faz a selagem perfeita tanto de filmes rígidos como flexíveis e termoformagem a vácuo. Outra máquina no estande, a Câmara de Vácuo Steravac 750, completamente automática, serve para embalagens de carne, embutidos, fatiados e massas, entre outros, e realiza selagem do tipo “biativa”.

“Nossos representantes do Nordeste esperam alavancar de 30% a 40% a carteira de clientes”, afirmou Borst. A expectativa vai ao encontro das vantagens das máquinas e dos hábitos do consumidor local. Para o diretor, o principal apelo dos equipamentos é forte: centra-se no aumento da sobrevida dos produtos.
Borst prevê incremento na carteira de clientes

Um alimento in natura dura cerca de 5 dias, enquanto um embalado a vácuo de 35 a 45 dias, na ilha de refrigeração. Além disso, a compra de embalagens tende a aumentar, pois, cada vez mais, o consumidor opta por produtos em pequenas porções.
 

 
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