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Outro aspecto importante é o movimento do mercado internacional em relação
à cotação das resinas. “Em todo o mundo existe uma forte alta de preços,
pois a nafta, matéria-prima básica, vem constantemente sofrendo aumentos.”
| De acordo com o Siresp, as
vendas internas de resinas termoplásticas deverão crescer 10% em
volume este ano. No acumulado de janeiro a junho, registraram alta da
ordem de 17% em relação ao mesmo período de 2005. No
entanto, o aumento da oferta foi superior ao da demanda, fator que
dificultou o crescimento das vendas e a geração de resultados, tanto das
petroquímicas quanto da distribuição. |
Cuca Jorge |
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| Estratégia de Chamma é a diferenciação no portfólio |
No primeiro semestre, as vendas da Ipiranga Química foram superiores em
relação ao mesmo período de 2005. “Mesmo assim, ficaram abaixo de nossa
expectativa para o ano”, afirma Chamma. O mesmo ocorreu com a Unipar
Comercial. No acumulado de janeiro a agosto, o volume das vendas saltou
35% e deve alcançar 100 mil toneladas/ano entre todos os itens.
Parte do resultado se deve ao início da distribuição dos polietilenos de
alta densidade (PEAD) e linear (PEBDL) da Rio Polímeros, em abril. “O
crescimento ficou abaixo do projetado, mas alcançamos bons resultados com
a inclusão de novos produtos no portfólio da empresa”, afirma Santos.
Outro fator importante se refere à inauguração do centro de distribuição,
em fevereiro. Com atuação nas áreas química e petroquímica, a Unipar
Comercial distribui polietileno de baixa densidade (PEBD) e EVA da
Polietilenos União, poliestireno (PS) da Innova e polipropileno (PP) da
Suzano, além das resinas da RioPol.
Instalado em terreno de 184 mil m², o centro de distribuição tem 40 mil m²
de área construída e opera à plena capacidade. A Unipar Comercial possui
ainda duas bases terceirizadas no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. “O
CD de Mauá é o grande pulmão da empresa”, enfatiza Santos. Segundo ele,
ampliações poderão ocorrer a partir de 2007. “Vai depender do
comportamento domercado.”
Valor agregado – Braço da petroquímica para suprir pequenos e
médios transformadores, a distribuição trabalha com margens reduzidas.
“Precisamos ser líderes em custos, pois os preços das commodities têm
pouca ou nenhuma elasticidade”, avalia Santos. Defende ainda que a função
de agregar valor à cadeia está cada vez mais consolidada, mas que o setor
precisa reforçar a sua atuação como uma atividade econômica. “A identidade
da distribuição nacional está começando a se solidificar.”
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Cuca Jorge |
A participação do varejo ainda é tímida, quando comparada a outros
mercados, como o americano, que responde por cerca de 25% da demanda.
Porém, o setor nacional está ampliando gradualmente sua atuação entre os
produtores e transformadores. Nas contas da Ipiranga Química, a
distribuição oficial responde por algo em torno de 10% a 12% do volume de
resinas produzido no Brasil.
Dessa opinião compartilha o diretor da Fortymil, de Itatiba-SP, Ricardo G.
Mason. “A distribuição no Brasil já amadureceu muito, mas ainda tem um bom
caminho a percorrer quando comparado aos volumes dos mercados
internacionais. |
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Mason: o setor amadureceu,
porém ainda não o suficiente |
No exterior, a petroquímica atende somente os grandes
clientes, sendo o restante suprido pela distribuição. No Brasil, alguns
produtores estão adotando essa prática e enxugando seu quadro interno, mas
não todos”, critica Mason.
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