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NOVIDADE EM ELASTÔMERO MEXE COM O MERCADO

A  Dow Brasil promoveu um encontro técnico em agosto, em São Paulo, para anunciar seu mais novo desenvolvimento – os copolímeros olefínicos em bloco (OBC), batizados de Infuse –, além de dar um panorama geral dos principais elastômeros fornecidos pela empresa, os aspectos técnicos, vantagens e aplicações. O evento contou com palestras do norte-americano Kurt W. Swogger, vice-presidente global de pesquisa e desenvolvimento para as áreas de plásticos e químicos de performance da Dow Chemical, e John Biggs, diretor de pesquisa e desenvolvimento na América Latina, da Dow Brasil.

O ponto alto do encontro consistiu na introdução dos novos copolímeros olefínicos em bloco Infuse, que prometem revolucionar o mercado de elastômeros à base de olefinas. De acordo com Swogger, os OBCs chegam ao mercado para preencher lacunas em propriedades que os produtos disponíveis não atendiam.

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Peças são resistentes ao calor

 “O mercado sentia falta de um produto com flexibilidade e mais resistente ao calor, e também melhor resistência à abrasão”, mencionou. Os OBCs prometem cumprir esses requisitos.

Divulgação Segundo Swogger, o produto incorpora um pacote de propriedades melhoradas, entre as quais destaca o melhor desempenho sob altas temperaturas (acima de 100ºC); melhor processabilidade e, portanto, ciclos de moldagem mais rápidos; melhor resistência à abrasão e excelentes propriedades de elasticidade e compressão.

 “A estrutura em bloco permitiu alterar drasticamente as propriedades”, enfatizou.Os copolímeros olefínicos em bloco resultam de um sistema de catálise de última geração desenvolvido pela Dow (com a tecnologia Insite) que permite o controle da arquitetura molecular e a obtenção da estrutura olefínica em bloco em um processo contínuo.
Para Swogger, desenvolvimento vem suprir carência do mercado

 O novo processo catalítico permite produzir cadeias de polímeros com controle complexo e preciso das dimensões, composição individual e distribuição dos blocos. Essa capacidade de manipulação dos blocos permitiu à empresa obter um produto com propriedades mecânicas e térmicas superiores às dos elastômeros olefínicos convencionais, com ampla gama de novas oportunidades de aplicações.

Em comparação com os copolímeros etileno-octeno randômicos, os OBCs exibem temperaturas de fusão e de cristalização até 50ºC mais elevadas, o que permite a injeção e extrusão com set-up mais rápido. O novo produto deve bene­ficiar fabricantes que requeiram peças mais flexíveis e resistentes ao calor e à intempérie, nos segmentos de filmes e fibras, adesivos, espumas, entre outros.

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OBC garante melhor desempenho

Propileno-etileno – Outro destaque do encontro ficou por conta da linha de copolímeros à base de polipropileno, denominada Versify, lançada há cerca de um ano e meio, e também derivada da tecnologia Insite e catalisador que permite a produção de copolímeros controlados de polipropileno e etileno (além de outras alfa-olefinas) com segmentos semicristalinos de propileno isotáctico.
Esses copolímeros se caracte-rizam pela estreita distribuição de pesos moleculares e ampla distribuição cristalina. “Oferecem a possibilidade de ajustar a cristalinidade e o peso molecular e permitem controlar as propriedades e proces-
sabilidade”, ressaltou Biggs. Segundo ele, é possível produzir uma gama de copolímeros e aplicações de alto desempenho, aliando elasticidade e flexibilidade com rigidez e dureza.

Outra vantagem consiste na alta compatibilidade com poliolefinas, permitindo a produção de blendas variadas. “É possível reunir altas propriedades de cisalhamento e de perfuração, mantendo a elasticidade”, mencionou. O produto também permite o uso de alta porcentagem de cargas sem alteração nas propriedades.
Entre as principais características, esses copolímeros conferem claridade e alto brilho, maciez, elasticidade, baixa temperatura de início com uma ampla janela de selagem, resistência a temperaturas mais altas, elevado grau de tenacidade,

Divulgação  facilidade de processamento em equipamentos convencionais, e excelente adesão ao polietileno e ao polipropileno. “Possuem janela maior de vedação ao calor por causa do copolímero, garantia de adesão consistente, forte”, explicou Biggs. Ele também destacou a alta resistência à punctura e ao rasgo.
Bigg anucia investimentos para construção de laboratório

Passíveis de serem processadas nos equipamentos tradicionais e linhas convencionais de transformação (extrusão cast ou balão, produção de fibras, processos de biorientação, injeção e termoformagem), essas resinas se destinam a aplicações em filmes termoencolhíveis, selantes de BOPP e laminados. São excelentes componentes na co-extrusão.

A empresa também aproveitou a oportunidade para divulgar toda sua ampla linha de produtos e anunciar sua intenção de construir um laboratório para pesquisa e desenvolvimento em São Paulo, porém ainda sem data definida. “Sentimos a necessidade de um espaço maior e de concentrar num mesmo local todos os pesquisadores que temos espalhados nas várias unidades”, declarou Biggs. “A meta é aumentar a participação da empresa com nossas especialidades, crescer em todos os segmentos de mercado. O Brasil é um importante produtor automotivo e pretendemos continuar desenvolvendo também esse mercado”, conclui Biggs.

 M. A. S. R.
 

 
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