A sexagenária NPE, exposição norte-americana da indústria de plásticos realizada desde 1946, chegou à 25ª edição batendo recordes de participação internacional, tanto entre visitantes quanto expositores. Durante cinco dias do mês de junho, 1.850 empresas apresentaram seus produtos nos corredores do McCormick Place, o principal centro de exposições de Chicago, perfazendo mais de 88 mil m2 de área de exposição. A quantidade de expositores foi 4% menor que a da última edição, em 2003, refletindo a consolidação da indústria de plásticos americana, na análise de Walt Bishop, vice-presidente de feiras comerciais da SPI - a sociedade dos engenheiros da indústria do plástico norte-americana, responsável pela organização da feira.

Os expositores internacionais responderam por 33% das empresas participantes em 2006, mantendo a tendência de crescimento da participação estrangeira, que somara 30% do total em 2003 e 24,5% em 2000. Também a presença de visitantes estrangeiros cresceu, e quase um quarto de todo o público que percorreu os halls de exposição às margens do lago Michigan veio de fora dos Estados Unidos.

O crescimento da fatia estrangeira na NPE refletiu a globalização do negócio de plásticos, mas sobretudo a importância da Ásia no movimento das peças do xadrez petroquímico americano. A maior parte dos expositores internacionais veio da China, superando Canadá e Alemanha, tradicionalmente responsáveis por grandes afluxos de empresas forasteiras para a NPE, e o país asiático também originou o terceiro maior contingente de visitantes estrangeiros, atrás apenas de Canadá e México. Dos 14 pavilhões nacionais instalados nessa NPE, a China participou com quatro.

Embora os fornecedores domésticos supram a maior parte das necessidades da indústria de plásticos norte-americana, à exceção do segmento de máquinas (no qual metade da demanda é atendida por importações), e os principais destinos das exportações sejam Canadá e México, a China já é um importante parceiro comercial da indústria de termoplásticos dos EUA. De acordo com dados de 2004, o país asiático foi o terceiro destino das exportações americanas e a segunda principal origem de importações de produtos plásticos. Essa pressão de importações chinesas, aliás, somada a custos de energia crescentes, são os principais desafios a serem enfrentados pelos competidores americanos, e contribuíram para a pequena desaceleração da indústria americana nos últimos quatro anos.

A despeito da importância da NPE para a manutenção e a ampliação dos negócios dos fornecedores dos Estados Unidos, pouco do que se viu em Chicago não havia sido visto há cerca de dois anos antes, na maior feira de plásticos da indústria mundial – a K, realizada em Düsseldorf, na Alemanha – em especial no caso dos grandes competidores globais. Porém, quem estava em casa não podia fazer feio.

 
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