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“A própria ABNT cancelou a norma que tratava dos disjuntores em baquelite,
a NBR-5361, em dezembro de 2004, substituindo-a pela norma ABNT/NBR-NM
60898, baseada na norma internacional IEC 60898, que trata da performance
dos materiais, sem especificar se deve ser um termoplástico ou um
termofixo à base de uréia, cabendo ao Inmetro decidir sobre a
comercialização de disjuntores à base de baquelite”, informou o consultor.
| Em breve, usuários brasileiros também deverão ter acesso a padrões mais
seguros de tomadas e plugues já utilizados há alguns anos na Europa. Nesse
segmento, a Schneider Electric já desenvolveu e está fabricando localmente
tomadas e plugues com novas geometrias, a fim de evitar choques elétricos
ocasionados pelo contato dos dedos da mão com partes energizadas. |
Cuca jorge |
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| Gomes: as poliamidas são apropriadas para isolação |
“Já
adaptamos a produção aos requisitos da norma ABNT-NBR-14136, mas estamos
aguardando que o Inmetro a torne compulsória”, afirmou Gomez.
Segurança – Outra indústria que também se antecipou às exigências do Inmetro foi a Fame. Tradicional fabricante de chuveiros, ventiladores,
tomadas, plugues e interruptores, a empresa investiu cerca de R$ 4,5
milhões ao longo dos últimos três anos para desenvolver novos projetos de
engenharia, tornando mais segura a linha de interruptores e tomadas.
Ao todo foram confeccionados trinta novos tipos de ferramentas de injeção,
com novas configurações, visando atender ao caráter compulsório da NBR-14136,
aguardado em boa parte do setor. “Cerca de oitenta profissionais estiveram
envolvidos nos novos projetos que resultaram na construção de novos moldes
em novas configurações, mantendo materiais, como ABS, nas placas externas
de acabamento, e poliamida 6.6, na confecção dos módulos internos”,
afirmou Jacques Soares Toutain, responsável pelo desenvolvimento de
produtos da Fame.
Com 80% dos modelos de tomadas tendo placas confeccionadas em ABS, e 20%
delas em PS, a Fame também utiliza polióxido de fenileno (PPO), PS e ABS
em suportes nos testes, comprovando resistência a 650oC. Em módulos
internos de tomadas e interruptores, concorrem poliamidas, policarbonatos
e blendas entre PC e ABS. Seja qual for a escolha, a resistência deverá
chegar aos 850o C.
“A poliamida é o material mais econômico e flexível, enquanto o
policarbonato por ser mais rígido favorece as resistências mecânica,
térmica e elétrica”, afirmou Manoel Luiz da Costa Neto, responsável pelo
laboratório de ensaios da Fame.
Seja qual for o material plástico escolhido, três ensaios sob condições
extremas garantirão a qualidade e a segurança. Num deles, a peça plástica
deve resistir ao impacto, até sob baixa temperatura (-15ºC). No ensaio de
compressão, o componente, colocado na posição mais crítica, não pode
deformar. E, por último, no ensaio de inflamabilidade, conhecido como
ensaio do fio incandescente, o componente deve suportar temperaturas até
850º C, sem propagar chamas.
Um dos materiais mais utilizados na fabricação de interruptores e tomadas
de uso residencial é o ABS. Na Siemens, 85% das placas são confeccionadas
com esse polímero, enquanto poliamidas, policarbonatos e poliestirenos
também participam do segmento, mas em proporções menores.
“As aplicações em ABS se consagraram nos últimos dez anos em componentes
plásticos não submetidos às tensões elétricas, disputando e conquistando o
espaço antigamente ocupado pelo PS”, afirmou o engenheiro Júlio César
Carpanez, gerente de produto da Siemens do Brasil.
Mesmo não estando em contato direto com as partes eletrificadas, o ABS, ou
outro tipo de material, deverá suportar temperaturas até 650oC,
comprovadas no teste do fio incandescente, realizado pelos próprios
fabricantes que têm laboratórios homologados pelo Inmetro ou por
laboratórios credenciados contratados.
No caso da Siemens, todos os ensaios são realizados em Canoas–RS, onde
está instalada a fábrica de interruptores e tomadas. Lá, mesmo contando
com materiais previamente especificados, a rotina é injetar amostras de
produtos a cada novo lote recebido de matérias-primas. Ao primeiro sinal
de contração do material injetado, não resta dúvida: todo o lote será
rejeitado, segundo Carpanez.
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