A indústria eletroeletrônica brasileira e os fornecedores de componentes plásticos não deverão passar incólumes às novas diretrizes da Comunidade Européia. Em vigor desde 1º de julho, a RoHS-Restriction of the Use of Hazardous Substances, resolução restritiva à utilização de substâncias perigosas na manufatura de vários produtos eletroeletrônicos, começa a surtir efeitos no Brasil. Eletrodomésticos, ferramentas elétricas e eletrônicas, equipamentos de informática e comunicação, artigos para iluminação e máquinas de auto-atendimento são alguns dos alvos.

As exigências da RoHS foram alardeadas nos quatro cantos do mundo.
 
A multinacional francesa Schneider Electric teve de acalmar os ânimos de uma legião de clientes por causa da RoHS. Seu compromisso é rever matérias-primas, insumos e processos de fabricação de 315 produtos, visando enquadrá-los às exigências até o
fim de 2008.
 
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Resinas de engenharia disputam o mercado de disjuntores, tomadas e interruptores

As subsidiárias brasileiras dos grandes grupos internacionais certamente serão as primeiras a dar o exemplo. “A Schneider Electric irá modificar todos os processos para atender à diretiva européia RoHS nas fábricas instaladas em 130 países, não poupando esforços para oferecer componentes elétricos remodelados”, afirmou Luiz Rosendo Tost Gomez, consultor técnico da Schneider Electric Brasil. A preocupação com a segurança de usuários e eletricistas se reflete na produção de várias linhas de produtos, como disjuntores, quadros elétricos, tomadas, plugues e interruptores.

Defensor intransigente do uso de termoplásticos e plásticos de engenharia como os melhores materiais para emprego no setor, e contrário ao uso de termofixos, do tipo baquelite, na fabricação de disjuntores, Gomez afirma:

“Enquanto as poliamidas são materiais adequados para isolação, permitindo até mesmo injeções em menores espessuras de parede, sem oferecer qualquer tipo de problema de condução de corrente, no caso de ocorrer um curto-circuito, os termofixos à base de baquelite deixam passar correntes dielétricas, e tornam o manuseio de disjuntores muito perigosos para os usuários.”

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Tomadas e interruptores remodelados atendem às novas normas de segurança

Definidos como produtos essenciais para interromper, manobrar e estabelecer a condução das correntes, protegendo usuários e instalações contra os efeitos das sobrecorrentes, como sobrecargas e curto-circuitos, os disjuntores, ou melhor, os materiais e processos com os quais são fabricados, acabaram gerando muita polêmica no setor, até com discussões mais acaloradas entre os vários fabricantes, desaguando em órgãos normatizadores, como Inmetro, o Instituto Nacional de Metrologia e ABNT, a Associação Brasileira de Normas Técnicas.

 
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