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A ampliação da oferta de tamanhos e modelos foi fator decisivo para a
multiplicação das vendas de porta-moldes na última década. Fernando Miranda,
presidente da Miranda, outra empresa tradicional do ramo, estima que hoje
cerca de 70% de todas as ferramentas de injeção produzidas no País usam
componentes padronizados. “Acredito que esse número deva crescer, os
projetistas estão cada vez mais convencidos das vantagens apresentadas pelos
pré-fabricados”, diz.
Essas vantagens estão na ponta da língua dos especialistas. Os argumentos de
venda são bastante convincentes, especialmente no momento em que a busca por
rentabilidade virou fator crucial para as empresas. “Eles proporcionam
economia de tempo e dinheiro”, afirma Estevam Horvate, gerente de vendas da
MDL-Danly, também bastante conhecida no meio. Para quem não acredita na
afirmação, Horvate justifica: “Quando adquire um porta-moldes, a
ferramentaria pode concentrar seu trabalho apenas na produção das cavidades.
Dessa forma, otimiza a utilização de seus equipamentos e funcionários e a
ferramenta fica pronta em um prazo muito mais curto.”
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Fix (esq) e Brunelli: modelos para todas as
necessidades |
Outro benefício fica por conta do custo da matéria-prima utilizada nos
moldes. Como as fornecedoras de porta-moldes adquirem grandes quantidades do
material, conseguem obter preços vantajosos. Além disso, acostumadas com o
produto, trabalham sem desperdiçar o material, não cometem erros como o
superdimensionamento de determinada placa, por exemplo. Todas trabalham com
todos os tipos de aço disponíveis no mercado e solicitados pelos clientes de
acordo com cada aplicação.
Biblioteca digital – Em meados dos anos 80, a Polimold ocupava um
pequeno pedaço da Bracofix, uma respeitável transformadora de peças
plásticas que pertencia à família de Alexandre Fix. Na época, a Polimold
representava no Brasil a DME, fabricante norte-americana de porta-moldes,
produto ainda pouco utilizado no Brasil. “No início, a própria Bracofix
relutou para adotá-los”, conta o presidente da Polimold.
Com o passar dos
anos, a empresa cresceu e começou a produzir moldes pré-fabricados com
tecnologia própria. Hoje, a Bracofix não existe mais e a Polimold
ocupou todo o espaço antes utilizado pela transformadora. São
instalações nada desprezíveis.
Ao todo, a empresa conta com cinco
prédios, instalados em um terreno de 15 mil m² localizado em São
Bernardo do Campo-SP. Ela emprega 400 colaboradores.
“Hoje, 20% de
nossa produção é exportada para países da Europa, Ásia e América
Latina. Em muitas regiões, a DME virou nossa representante”,
orgulha-se Fix.Para o executivo, a conquista do mercado externo é
prova da qualidade de seus produtos. |
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| Retífica da Polimold garante tolerância
mínima |
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