Mercado aquece e dá sinais de recuperação no segundo semestre Alta na demanda interna
e nas cotações asiáticas
animam a petroquímica Maria Aparecida de Sino Reto A indústria petroquímica passa por um momento de recuperação de mercado, na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), José Ricardo Roriz Coelho, com alta de 18,7% nas vendas domésticas de resinas termoplásticas, no período de janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período no ano passado. Todas as resinas apresentaram crescimento, mas o polietileno de baixa densidade linear (PEBDL) disparou na frente, com expansão da ordem de 33%.
O bom desempenho é reflexo de um conjunto de fatores, como o aumento do
salário mínimo acima da inflação, e o aquecimento das vendas das
indústrias de cosméticos, alimentos e automóveis, na opinião de Roriz.
Também o anúncio na queda da TJLP (taxa de juros de longo prazo) deve
contribuir para deslanchar investimentos e o setor de plástico também deve
ser beneficiado, acredita ele.
As boas expectativas injetam novo ânimo no setor, abalado por questões
como a escalada dos preços do petróleo, cotado acima dos US$ 70 dólares o
barril, as pressões nos custos dos insumos básicos da cadeia – tais como a
nafta e o eteno –, e a valorização do real perante o dólar, dificultando
as exportações. O mercado brasileiro de polietilenos ainda enfrentou o
impacto da oferta adicional de resinas, provocado pela produção da Rio
Polímeros, iniciada em janeiro deste ano.
Na opinião dela, o mercado vem sentindo os efeitos da entrada da Riopol
desde o ano passado, com queda nos preços e nas margens. “O PEBD não
cresceu. Todo o crescimento de polietileno de baixa foi capturado pelo
linear, e a oferta excedente complicou a situação”, relata. Em
compensação, a Triunfo elevou em 12% as exportações, reforçadas com foco
no EVA. “O EVA tem margem melhor e é um caminho que a Triunfo buscou para
desenvolver novos mercados”, disse Regina. |
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