Realizada entre 6 e 9 de junho, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, a 22ª Fispal Tecnologia 2006 se dividiu em setores. A feira contemplou as embalagens e os equipamentos para processar alimentos e bebidas, além de contar com área voltada para investimentos e tendências. Competitivo, o setor de embalagens cumpriu seu papel e mostrou novidades. No entanto, mais do que lançamentos, os expositores exibiram vocação para a renovação. As empresas apresentaram mudanças estruturais, ao divulgar a atuação em novas áreas e a expansão dos negócios.
 
Essa postura reflete um cenário com muito potencial para evoluir.Apesar dos juros altos e do dólar fraco, no primeiro trimestre deste ano, a produção de embalagens cresceu 1,56%, comparada a igual período de 2005. Desde 2001, essa indústria não registra índice tão alto, segundo a Associação Brasileira de Embalagem (Abre).Do faturamento total do setor, o plástico representou 32,2%, o equivalente a cerca de R$ 10 milhões, seguido do papelão, com 30,9%, e do metal, com 21,2% de participação. Dinâmico, o mercado de embalagens se pauta na inovação e o plástico se constitui numa das mais fortes ferramentas do designer, opina o diretor da Abre, Fabio Mestringer. “A flexibilidade do plástico favorece a criatividade”, justifica.
Mestringer: o plástico instiga a criatividade do designer

Mas se depender do desempenho do segmento de embalagens flexíveis no último trimestre, não há muito no que apostar. Em tempo: a indústria de alimentos responde por mais de 50% do consumo desse tipo de embalagem. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), nos primeiros três meses do ano, essa indústria se manteve aquém do esperado. Para o presidente da Abief, Rogério Mani, os índices são desanimadores já há algum tempo. Em 2005, o setor fechou com um crescimento ao redor dos 3,5% – a previsão era de 5% no início do ano. O volume produzido chegou a 667 mil toneladas e o faturamento, US$ 3 bilhões.

 
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