Co-extrusão avança no mercado de filmes especiais

Embalagens  flexíveis com mais de três camadas sustentam os desenvolvimentos

Texto Simone Ferro e fotos de Cuca Jorge

A tecnologia monocamada ainda representa a maior demanda do mercado de extrusoras para plásticos no Brasil. Porém, a curva de crescimento das vendas de co-extrusoras é mais acentuada, em especial para a produção de filmes com até três camadas. Nos últimos anos, a expansão e o potencial desse nicho também passou a justificar a fabricação local de máquinas para cinco ou mais camadas.

Os dois maiores fabricantes locais, a Carnevalli e a Rulli, ambos com fábrica em Guarulhos-SP, lançaram recentemente co-extrusoras de sete camadas. Trata-se de uma tendência mundial. A julgar pelas perspectivas do mercado de embalagens flexíveis, extremamente positivas para os próximos anos, tanto o transformador nacional quanto o fabricante do equipamento estão no caminho certo.
Estima-se que o mercado de filmes flexíveis represente 25% de todos os plásticos usados no mundo, o equivalente a 50 milhões de toneladas, das quais 38 mil t correspondem aos polietilenos (PEs) e ao polipropileno (PP). Segundo a Associação Brasileira de Embalagens (Abre), o setor deverá crescer 3% em 2006. As embalagens plásticas respondem por 32% do mercado total que inclui vidro, papel, papelão e alumínio, entre outros materiais.

Estudos internacionais apontam o avanço das aplicações de stand-up pouches e das embalagens unidose e on to go, para consumo em trânsito. O uso de nanocompósitos também ganha destaque no mercado mundial, pois além de melhorar as características de barreira, o material confere maior rigidez e resistência térmica para estruturas de embalagens flexíveis esterilizáveis (retort pouch).

 
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