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Plástico
nos automóveis
Perder para concorrentes
poliméricos virou rotina para as peças de metal
Márcio Azevedo
Nos
últimos trinta anos, a porcentagem de plásticos nos automóveis cresceu de
5% para mais de 15% em peso. Além de tornar os veículos mais leves, esse
salto acrescentou segurança, conforto e flexibilidade aos carros, mas a
indústria automotiva precisará de novas soluções para enfrentar os
desafios que surgem à sua frente. Muitas dessas dificuldades estão
relacionadas ao esgotamento iminente das reservas mundiais de petróleo,
que deverão ser consumidas até a metade do século. Além de principal fonte
de combustível para os automóveis, o petróleo também é a principal
matéria-prima para a produção de termoplásticos, em grande parte oriundos
da cadeia petroquímica.
Padrões de segurança mais rígidos para condutores e pedestres expostos aos
perigos do trânsito representam desafios crescentes, bem como requisitos
relacionados à reciclagem de componentes de automóveis, à diminuição do
consumo de combustível, à construção modular e aos aspectos estéticos.
Os laboratórios de pesquisa dos grandes produtores de plásticos de
engenharia têm motivos de sobra para acelerar os estudos e desenvolver
respostas para tantas perguntas, mas flexibilidade é a palavra que resume
o desempenho que as diversas resinas poliméricas têm demonstrado para
atender a todas essas necessidades.
Um bom exemplo vem da americana DuPont. A empresa acaba de anunciar para
fins de 2007 a produção de duas resinas termoplásticas de alto desempenho
com base em fontes renováveis: um plástico de engenharia, com desempenho e
processamento similares ao PBT (polibutileno tereftalato), e um elastômero,
com aplicações em peças automotivas e componentes elétricos e eletrônicos,
entre outras. A matéria-prima é o açúcar de milho, que será utilizado para
a produção do biopropanodiol, em substituição ao 1,3-propanodiol, de
origem petroquímica, e de um biopoliol, bases para as novas resinas.
“Estaremos aptos a oferecer os benefícios de materiais renováveis e
reduzir a dependência de fontes petroquímicas, o que impactará
positivamente o ciclo de vida ambiental dos produtos”, disse o
vice-presidente e gerente geral da DuPont Engineering Polymers, Keith
Smith.
Além da vantagem óbvia do
desprendimento da cadeia do petróleo, a produção do biopropanodiol
consome 40% menos energia que a produção do primo petroquímico.
Loudon, no Tennessee-EUA, foi escolhida para abrigar a maior planta de
fermentação aeróbica para síntese de biopropanodiol do mundo, com
capacidade instalada de cerca de 45 mil t/ano.
O álcool produzido no 16o estado americano também será empregado na
formulação de novos selantes, primers e clear coats utilizados em
repintura automotiva, com vantagens na resistência dos revestimentos e
na redução de suas emissões. |
Divulgação |
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Smith crê em redução da
dependência petroquímica |
Em muitos países, onde estão os maiores mercados consumidores de
carros, é importante aproveitar os escassos raios de sol. Até 2010, em
nível mundial, 40% de todos os novos carros serão fabricados com tetos
solares. O detalhe é que esses dispositivos ampliam a exposição do
interior do automóvel ao meio ambiente, aumentam o peso do carro à medida
que crescem e acirram as preocupações em situações de colisão. Porém, um
novo compósito plástico da DuPont oferece resistência ao impacto oito
vezes superior à do vidro laminado e permite redução de peso de até 30%,
pela substituição de uma camada de vidro dos laminados tradicionais por um
filme de poliéster resistente à abrasão. O dono de um Mercedes classe S ou
R, da DaimlerChrylser, já convive com essa tecnologia.
| A DuPont também desenvolveu
uma nova alternativa para a produção de molduras de lâmpadas
automotivas. Nos carros mais modernos, a temperatura na região das
lâmpadas ultrapassa 150º C, e os materiais usuais para esse tipo de
aplicação requerem pintura ou são muito caros. Mas o novo PBT da
empresa permite metalização direta e designs mais finos, além de
economia de 40% no processo de produção. |
Divulgação |
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| Novo PBT torna produção de faróis 40% mais barata |
Em todo o mundo, vários veículos modelo 2007 incorporarão a nova
tecnologia de metalização direta incluindo o Ford Focus, o Chevrolet HHR,
o Lincoln Navigator, diversos carros da BMW, o Nissan Titan e o Skoda
Octavia. |
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