Mercado
privilegia
Demanda
impulsiona venda
eleva nível das
nacionais Enquanto a sopradora nacional reina absoluta no mercado de combate, abastecendo quase 100% dessa demanda, as máquinas importadas atendem a maior parcela dos projetos de altíssima tecnologia. Na verdade, esse quadro
retrata uma mudança gradual no perfil do cliente. Nos últimos anos, o
transformador brasileiro passou a investir em sistemas completos de sopro e a
exigir soluções de automação visando obter melhor custo-benefício da máquina.
No geral, essa corrente é conduzida por transformadores de médio porte que
atendem a marcas populares com produtos de grande escala e baixo custo final,
principalmente para os segmentos de higiene e limpeza, cosméticos e
farmacêuticos. A tendência ampliou as oportunidades das máquinas importadas, cujos fabricantes já trabalham dessa forma há algum tempo, e forçou a evolução das empresas nacionais. Sorte dos transformadores. A italiana Techne, com filial em São Paulo, está entre as indústrias voltadas para o desenvolvimento de sistemas completos. Essa atuação começou a ser trilhada com o desenvolvimento do sistema asséptico para a fabricação de garrafas de leite. A sopradora para co-extrusão de três a seis camadas opera em processo fechado (hermético). A linha possui ainda filtragem e retrolavagem, entre outras funções. A tecnologia está em uso na França, Grécia, Itália, Espanha, Portugal e Turquia. No Brasil, cinco sopradoras modelo 10000 SFA estão em operação na fábrica da Parmalat, no Rio Grande do Sul. Os equipamentos operam com moldes de oito cavidades e produzem frascos com capacidade para um litro de três a seis camadas, destinados ao envase de leite UHT normal e UHT aditivado, respectivamente. A resina processada é o PEAD. Segundo o diretor da Techne, Valdemar Salles Filho, a atuação da empresa está voltada para o produto final. “Trata-se de uma nova concepção de gestão”, diz. Ao olhar para o final da cadeia, o fabricante da máquina consegue oferecer a solução completa, além de criar novas demandas para os seus produtos. “Quando o cliente solicita, desenvolvemos o projeto completo da fábrica, desde a planta baixa, instalação de máquinas e automação ao envase do produto”, afirma Salles. Um dos projetos mais recentes é a planta da Chevron-Texaco, no
Rio de Janeiro, para o envase de óleos lubrificantes, que começa a operar no
final de maio. São quatro sopradoras, sendo três System 4000T/600, com dez
cavidades para frasco de um litro, e uma System 4000S/660 com molde de duas
cavidades para frascos de quatro litros em PEAD. “A produção média chega a
três mil embalagens monocamada por hora e todas as máquinas irão possuem
visor de nível.” Moldes – A filial brasileira da Techne trabalha em sinergia com a matriz italiana no desenvolvimento de todos os projetos, incluindo a confecção dos moldes de sopro. “Somos auto-suficientes nessa área”, diz. De acordo com Salles, a empresa pretende iniciar a construção das ferramentas no Brasil com base nos projetos elaborados na matriz. O serviço será terceirizado com ferramentarias nacionais. “Estamos definindo as parcerias para iniciar o trabalho ainda este ano.” A eficiência dos moldes está, sem dúvida nenhuma, entre as principais preocupações de transformadores e fabricantes de máquinas. Trata-se de um importante diferencial no desempenho final do sistema. Vale ressaltar ainda o avanço dos moldes com múltiplas cavidades, capazes de reduzir os preços unitários dos produtos soprados, tecnologia oferecida por diversos fabricantes. Atualmente, as sopradoras apresentam poucas diferenças
mecânicas, hidráulicas, eletrônicas e pneumáticas. Por isso, os conceitos de
automação e refrigeração podem ser decisivos no desempenho final do
equipamento e na satisfação do cliente. O tempo de resfriamento responde pela
maior parcela do ciclo da máquina, seguido pelo tempo mecânico (abertura,
fechamento, extração etc.) e de escape de ar, entre outros parâmetros. |
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