|
O especialista também aproveitou a ocasião para falar sobre os diferentes sistemas de injeção oferecidos pela empresa. No hidráulico de alto desempenho, a injetora dispõe de bomba variável com dedicação exclusiva à dosagem e apenas quando solicitada. Quanto à capacidade de injeção, as máquinas alcançam velocidade de até 1.000 mm por segundo (rosca vazia, sem material). Segundo Molina, a precisão do posicionamento é de 0,01 mm e da velocidade, 0,1 mm por segundo. “Velocidade e precisão definem a qualidade da peça.”
Outro sistema abordado
por Molina foi o de injeção com compressão, travamento do molde e injeção
simultâneos. “O fechamento do molde ocorre com um gap, uma folga
mínima, seguido da injeção do material e o travamento do molde, comprimindo
o material, o que aumenta a precisão da injeção”, assegurou. O processo
pode beneficiar fabricantes de peças óticas, lentes e DVDs, exemplificou. O sistema funciona
assim: a rosca avança com a agulha do bico injetor fechada e aumento
controlado da pressão (compressão do fundido). A válvula abre quando a
pressão de injeção alcança o parâmetro predefinido, ocorrendo o
preenchimento do molde com velocidade controlada de avanço da rosca. Molina também
discorreu sobre os diferentes resultados obtidos com as opções de máquinas
hidráulicas e elétricas. Para comparar, usou como exemplo a produção
de um vaso para flores de polipropileno, com secção de parede de
0,37-0,90 mm e peso da peça de 10,8 g. Na comparação de desempenho, a máquina
elétrica dispara na frente. Na injetora hidráulica Synergy, a
estabilidade do peso ficou em mais ou menos 0,182, equivalente a 1,678%, já
no modelo elétrico (marca Elion), o resultado foi de mais ou menos
0,0675, ou 0,652%. Também o tempo de ciclo foi menor na elétrica: 1,88
segundos, contra 1,92 na hidráulica.
Injeção “verde” – Além de contribuir para aumentar a produtividade do transformador e melhorar
a qualidade das peças, a injeção de ciclo rápido e parede fina também
ajuda a reduzir o impacto das embalagens plásticas no meio ambiente. Para
falar sobre o tema, a Suzano convidou Renato Wakimoto, gerente de P&D
Embalagens da Natura Cosméticos, empresa comprometida em buscar soluções
que preservem o meio ambiente ou que ofereçam menor impacto possível.
“As questões sociais e ambientais podem ser fatores decisivos no aborto
de alguns projetos, pelo impacto envolvido”, Wakimoto afirmou durante
sua exposição.
De acordo com ele, a
Natura emprega o Design for Environment, ou Eco Design, que integra
considerações ambientais no projeto de embalagens, assim como dos
produtos e dos processos. Na opinião do gerente, a injeção de ciclo rápido
se insere nesse contexto porque reduz o consumo de matérias-primas e de
energia e, por conseqüência, o impacto ambiental de processos. “Ciclo
menor significa menos consumo de água e de energia, reduzindo o uso dos
recursos do meio ambiente”, ponderou. Outra ferramenta usada
pela empresa no desenvolvimento de produtos é a avaliação de ciclo de
vida, que estuda todo e qualquer impacto ambiental que a embalagem possa
causar. A análise é feita através da identificação dos fluxos de energia
e material que entram e saem do sistema: desde a produção das matérias-primas,
transporte, processo do convertedor, processos internos da Natura, uso
pelos consumidores, até a disposição final das embalagens. Outras medidas adotadas
pela empresa também contribuem para reduzir o impacto das embalagens plásticas
no meio ambiente, como o incentivo ao consumo de refis e à reciclagem
do material. Precursora no País na área de cosméticos a usar refis (o
primeiro foi lançado em 1983), a maior parte dos produtos comercializados
pela empresa oferece reposição com refis.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| <<< Anterior | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||