Tecnologia de ciclo rápido
propaga série
de vantagens
Processo requer investimento maior, mas poupa
Texto Maria
Aparecida de Sino Reto e fotos de Cuca Jorge Considerado um segmento estratégico
para a empresa, a Suzano Petroquímica promoveu o seminário “Novos Rumos da
Tecnologia para Injeção de Ciclo Rápido”, em 5 de maio, em São Paulo. O
evento atraiu cerca de 200 executivos da área de injeção interessados nos
temas abordados, que discutiram processo, máquina, molde, embalagens e
aplicações, com foco nas vantagens técnicas e ambientais.
Incumbido
de abrir a sessão de palestras, Fernando Molina, da Netstal, renomado
fabricante suíço de sistemas de injeção de ciclo rápido e parede fina,
relatou os benefícios do processo e destacou os diferenciais das máquinas
da marca. Em sua exposição, ponderou sobre os requisitos principais na
produção de peças de paredes finas e as solicitações na injeção de peças
de precisão, ou técnicas. Ele ressaltou que os
sistemas de embalagens requerem máquinas de alta pressão e velocidade de
injeção com tolerância restrita em repetibilidade do peso da injeção, com
boa homogeneização do fundido em altas tiragens, para impedir variação de
peso na injeção. O equipamento também precisa efetuar movimentos rápidos
de fechamento, com excelente sensibilidade do molde, bem como assegurar
repetibilidade da posição de abertura, com mínima deformação da placa. “O
molde precisa parar sempre na mesma posição para facilitar o trabalho do
robô”, explicou Molina. Em relação ao molde,
ressaltou a necessidade de a peça impor boa resistência à abrasão, sob
altas pressões exercidas nas cavidades. Também deve suportar a alta
velocidade do plástico fundido, considerando a baixa espessura de parede e
o grande número de cavidades com tolerâncias dimensionais restritas. “Para
permitir injeção balanceada e preenchimento simultâneo de todas as
cavidades, é necessário assegurar excelente concentricidade e
centralização dos machos”, disse. Além disso, o sistema de manipulação das
peças deve ser rápido e confiável. Ao falar sobre a influência
da variação de peso, Molina chamou a atenção sobre o quesito rigidez do
molde, de suma importância para evitar deformação das peças. Ao considerar
o material injetado, Molina lembrou que as estruturas amorfas são menos
rígidas e mais suscetíveis a variações dimensionais. A rosca, nem sempre
valorizada como deveria pelo transformador, também mereceu comentários
do palestrante. Ele frisou que a peça desempenha papel fundamental por
ser a responsável por carregar o plástico fundido. Nesse quesito, a rosca
de barreira constitui um diferencial da Netstal, na opinião de Molina.
“Assegura alta taxa de plastificação, estabilidade de temperatura e baixo
torque.”
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