Especialmente para a Brasilpack 2006, a empresa montou sistema para a co-extrusão de chapas planas em PP, com roscas de 100 mm na extrusora e de 75 mm na co-extrusora. As duas máquinas, operando simultaneamente, somaram produção de 500 quilos/hora de chapas e bobinas.

Entre as inovações recém-promovidas constam sistemas eletroeletrônicos nos painéis de controle, adotados no inversor de freqüência, possibilitando comandos mais sofisticados para os acionamentos.

Na área de flexíveis, a empresa também exibiu pela primeira vez no País equipamento lançado na feira K, em Dusseldorf, na Alemanha, em 2005. Trata-se da linha de co-extrusão de filmes tubulares, em operação na feira com três camadas. A máquina conta com sistema de controle automático de correção de perfil de espessura, visando controlar as variações.

No segmento de máquinas para fechamento de caixas, a Narita apresentou novidade no sistema que, em lugar de fita adesiva, utiliza hot-melt para o fechamento, tornando invioláveis os produtos nelas acondicionados. O equipamento pode fechar até 1.300 caixas por hora, em dimensões até 400 mm (largura), 400 mm (altura) e 500 mm (comprimento).

Da Índia para o mundo – Integrando a linha de produção de embalagens para uso farmacêutico, o sistema de injeção de pré-formas, estiramento e sopro de frascos de um único estágio da Nissei ASB também fez grande sucesso na feira.

Fabricado na Índia, com tecnologia japonesa, trata-se de sistema automático e compacto (ASB-50MB, versão II), enriquecido com novos recursos e acessórios para corte do bico de injeção e para a produção de diversos formatos, mais sofisticados e complexos – ovais, com ombros em ângulos retos e para envasar pequenas porções (8 ml) –, podendo abranger volumes até 2,5 litros.
Betaflex exibiu a flexográfica BT250

Entre as atualizações, vale destacar os recursos da estação de condicionamento superior e inferior que possibilitam o controle da temperatura da pré-forma antes do sopro, além da implementação da rotação da mesa por meio de servomotor e melhorias no sistema hidráulico, tornando o ciclo seco da máquina mais rápido.

O equipamento produziu 1.200 frascos/hora de PET de 120 ml na feira. “O custo total, em torno de US$ 160 mil, incluindo moldes de injeção e sopro, pôde ser otimizado porque muitos fornecedores dos setores de hidráulica, pneumática e elétrica seguiram os mesmos passos da ASB International rumo à Índia”, informou Luis Miyake, diretor técnico da Nissei ASB Sudamérica. Na opinião dele, o equipamento pode ser classificado com um dos melhores custos-benefícios.

Novos modelos para reciclar – A reciclagem foi outro ponto alto da feira, principalmente pela montagem de linha enfatizando a necessidade de se evitar desperdícios, acúmulo e contaminação de aparas. Nesse segmento, o público pôde conferir a linha Challenger Recycler Conical, da Wortex.
Wortex destacou a Challenger Recycler

Composta de recicladora compacta, recomendada para instalação junto às linhas de produção de filmes, permite a reciclagem imediata dos resíduos de aparas, refiles, ou lotes fora das especificações. Também é integrada por moinho, transporte pneumático, silo de alimentação, extrusora com ou sem sistema de degasagem para extrair os gases provenientes dos materiais impressos, e por sistema de corte do tipo anel de água (water ring pelletizer). Está disponível em modelos com capacidade de produção desde 80 kg/hora até 120 kg/hora em PE, 40 kg/hora até 60 kg/hora em PP ou 110 kg/hora até 150 kg/hora em PE, e 70 kg/hora até 90 kg/hora em PP.
Além do modelo em exposição da linha Challenger Recycler (Wex 105-35D) com capacidade de reciclagem de PE entre 350 kg/hora até 500 kg/hora, a Wortex também destacou o modelo Wex 150-35D. Lançado em 2005, reprocessa grande variedade de filmes lisos, impressos e metalizados e tem capacidade de reciclar entre 1.000 kg/hora até 1.300 kg/hora.

Projeto Comprador – O “Projeto Comprador”, desenvolvido pelo programa Export Plastic, iniciativa do INP em parceria com a Apex-Brasil, vem despertando interesse de compradores em várias partes do mundo. A quinta edição do projeto, realizada durante a Brasilpack 2006, comprovou isso. Contou com 17 potenciais compradores, seis deles dos Estados Unidos, três da Inglaterra, três da Colômbia, dois da Alemanha, um da França e outro da Costa Rica. Embalagens industriais, laminadas, filmes stretch e shrink e sacarias de ráfia de PP foram os principais alvos de consulta entre as empresas locais. A expectativa de Wagner Delarovera Pinto, gerente executivo do Export Plastic, é gerar negócios da ordem de US$ 5 milhões nos próximos doze meses, a partir dessa edição do projeto.

Inovações em flexografia – As projeções de crescimento da indústria gráfica para este ano, entre 10% e 15%, são animadoras para o setor flexográfico, se considerarmos os lançamentos e aprimoramentos realizados pelos fabricantes na última temporada para atender às mais variadas necessidades de impressão em bandas estreita, média e larga. Reunidas na Flexo Latina América, várias novidades puderam ser conferidas pelo público na primeira edição integrada da mostra. Organizada neste ano como um dos eventos paralelos da Brasilpack 2006, a exposição resultou de parceria entre a Alcântara Machado e a Abflexo – Associação Brasileira de Flexografia.
 

 
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