A Brasilpack 2006, 5ª Feira Internacional da Embalagem, realizada de 24 a 28 de abril, em São Paulo, pela Alcântara Machado, acentuou a possibilidade de compra local de tecnologias nacionais mais avançadas, a custos mais atraentes, principalmente para a produção de embalagens plásticas rígidas e flexíveis. No afã de desestimular importações, fabricantes investem em modernizações e melhorias para conquistar potenciais compradores a adquirir máquinas e equipamentos de
última geração.

Um dos grandes lançamentos dessa feira saiu das bancadas de produção da Carnevalli. Trata-se da primeira extrusora nacional com acionamento sem engrenagens (gear-less), cujo desenvolvimento enche de orgulho o diretor-superintendente Wilson Miguel Carnevalli.

De construção compacta e com operação bem mais silenciosa em relação aos antecessores, o novo sistema de extrusão de filmes incorpora motor de alto torque e de alto rendimento, acoplado diretamente na extrusora, sem necessidade de caixa de redução. Com velocidade variável e refrigeração a água, possui alto grau de confiabilidade mecânica, assegurado pelo fabricante. Também elimina qualquer possibilidade de vazamento de óleo, simplesmente pela sua não utilização, e reduz o consumo de energia, uma vez que não ocorrem perdas por atrito. “O motor de alto torque tem velocidade variável e gira na mesma rotação exigida pelo processo de extrusão, sem caixa de redução intermediária”, explica Carnevalli, como uma das principais vantagens.

Lançado mundialmente na Plast, em Milão, Itália, em fevereiro último e exibido ao mercado brasileiro pela primeira vez, o novo sistema Multi-Point, outra novidade da Carnevalli, também causou grande sensação no estande do fabricante. O Multi-Point consiste em sistema de controle automático de espessura do filme, capaz de reduzir em até 50% as variações de espessura, promovendo melhor planicidade. O equipamento, recomendado principalmente para extrusoras dedicadas a filmes técnicos de alta qualidade, também pode ser aplicado como opcional em toda a linha de extrusoras para produções de filmes em monocamada e multicamada.

“O Multi-Point incorpora um sensor de medição capacitivo, que gira ao redor do balão e faz as medições, enviando os dados a um computador central com software dedicado, que processa os sinais e remete as informações de correção para a matriz ativa, instalada no cabeçote da máquina e que possui elementos de aquecimento segmentados para a correção da espessura do filme”, detalhou o diretor.

Outro equipamento que embute tecnologia de ponta é a co-extrusora Carnevalli de sete camadas. Denominada Polaris Coex 7 PA 1200, a máquina também exposta na feira, pode ser configurada para produzir filmes multibarreiras em PE, PA e EVOH, em larguras entre 1200 mm/1600 mm, ao ritmo de produção de 250 kg/hora até 300 kg/hora.

Desde seu lançamento, em 2004, a Polaris Coex 7, que integra família composta de máquinas de três, cinco e nove camadas, vem despertando o interesse de compradores domésticos e de países da América Latina, principalmente dos setores de transformação de embalagens flexíveis para alimentos perecíveis, como carnes, pescados e leite in natura, e também para medicamentos e plasmas sanguíneos.

No segmento de injeção, uma das grandes atrações da feira foi desenvolvida pela Romi. Trata-se de injetora da série Velox, sucesso de vendas no mercado de embalagens, desenhada para produzir em ciclos ultra-rápidos peças de paredes finas (0.6 mm). Com 150 toneladas de força de fechamento, pressão de injeção até 2.712 bar e capacidade de injeção de 329 gramas (OS), a máquina se tornou mais veloz, alcançando, hoje, velocidade de injeção de 970 cm³/segundo.
 

 
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