Só na ampliação de capacidade dos látices, o investimento total é de R$ 15,5 milhões, abrangendo mão-de-obra, equipamentos e automação de última geração. “As vendas consolidadas de látices em 2005 foram de 11,6 mil toneladas”, informou Passarela.

"Desse total, 7,5 mil toneladas foram destinadas ao consumo doméstico e 4,2 mil toneladas às exportações, onde observamos crescimento de 44,6% em relação a 2004."Vários países compram látices da Petroflex, mas os principais mercados hoje são Reino Unido, China e Estados Unidos. O consumo mundial de látices de SBR alcança atualmente por volta de 575 mil toneladas/ano.
Passarela anuncia expansão na capacidade de lárex

Com esses materiais são manufaturados inúmeros produtos, desde emulsões asfálticas para pavimentação, mantas de impermeabilização para a construção civil, dipagens de fibras dos discos de embreagem e revestimentos anti-ruído de autopeças, até travesseiros, colchões, tecidos sintéticos, adesivos em base água, vedantes para tampas de embalagens, incluindo gomas de mascar. Em laminados, como palmilhas espumadas para calçados e bases antiderrapantes para tapetes, e espumas moldadas, as vendas chegam a ultrapassar 40% do volume total ofertado pela companhia.

Na gestão da ampla abertura de novos negócios no exterior, Passarela lembrou que, até 2000, apenas sete mercados eram atendidos pela companhia no setor de látex. Atualmente, 16 mercados se tornaram compradores regulares.

“A Petroflex tem tradição nas exportações”, ressaltou Passarela. Três anos atrás, a empresa iniciou processo de maior inserção no mercado internacional, instalando escritórios e subsidiárias. Assim, foram abertos escritórios na Europa, em 2003, e na Ásia, em 2004. No início de 2005, a subsidiária Petroflex América iniciou operações nos Estados Unidos e, nesse mesmo ano, exportou quase 40% das vendas totais para mais de 50 países. “Estamos apostando no desenvolvimento de nossos clientes e somos a única empresa em âmbito mundial a investir em ampliação da capacidade no setor de látex”, assegurou. Segundo o diretor, dois produtores, um americano e outro japonês, deixaram de produzir látices. Um segundo produtor japonês limitou sua capacidade produtiva para atender apenas ao mercado doméstico. “Com a nossa capacidade atual, estamos posicionando a Petroflex entre os cinco maiores fabricantes de látex de SBR do mundo.”  

Competitividade comprometida – Preços pouco competitivos no mercado asiático por causa do câmbio, escassez de butadieno e volatilidade nos preços do estireno, devidas em grande parte ao aumento de consumo de poliestireno na China, são fatores que também comprometem os resultados da Nitriflex.

“2005 foi um ano de retração e 2006 está aquém das nossas expectativas, pelo menos entre 10% e 15% abaixo do que havíamos projetado”, resumiu o diretor Renato Hélio Faraco Filho.Ano passado, os mercados asiáticos absorveram quase 30% da produção da companhia, mas hoje as exportações para aquela região não ultrapassam 20% sobre os volumes totais exportados. Diante desse quadro adverso, a empresa foi obrigada a reduzir o patamar das exportações, tradicionalmente mantido na casa dos 60% sobre os volumes totais produzidos. Reduziu também as vendas efetivadas para várias partes do mundo, incluindo hoje mercados dos Estados Unidos, Canadá, Europa, América Latina e Ásia, como principais compradores.
Faraco: foco dos negócios são os polímeros especiais

“O câmbio diminuiu nossa competitividade em mercados externos e quando exportamos não conseguimos recuperar mais o ICMS recolhido”, afirmou Faraco.Em volume, a companhia que exportava 1.200 toneladas/mês, hoje exporta 700 toneladas/mês.

 
 
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