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PULTRASÃO
Poucos mercados usufruem
os benefícios do processo
Alta resistência mecânica, térmica e à corrosão
deslancham os pultrudados
nos segmentos offshore,
químico e petroquímico
Maria Aparecida de Sino Reto
Quase sempre associado a custo baixo, o mercado brasileiro de PRFV, como
são conhecidas as formulações de resinas termofixas
reforçadas com fibra de vidro, emperra no quesito tecnologia porque
dificulta a disseminação de processos sedimentados no exterior, pelos
benefícios comprovados.
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Esse contexto inclui a pultrusão, um
sistema de produção contínuo, mecanizado, concebido para produções
em larga escala de perfis estruturais de seção uniforme, em resina
poliéster, epóxi, éster-vinílica ou fenólica, reforçada em geral com
fibras de vidro (mas podem ser empregados outros tipos de reforços,
como fibras de carbono). Nas mãos de um grupo minúsculo e seleto de
fabricantes, e ainda pouco difundidos no mercado brasileiro, esses
produtos se caracterizam por suas excelentes propriedades mecânicas
e bom acabamento superficial.Há dez anos, segundo informava a
Associação Brasileira do Plástico Reforçado, antiga Asplar (hoje,
Associação Brasileira de Materiais Compósitos – Abmaco), a demanda
de perfis de PRFV na América Latina somava 800 toneladas.
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A entidade
não computava números para o mercado nacional. O setor expandiu,
é verdade, mas continua pequeno e ainda falta consenso para dimensionar
o mercado.
“Devido às características mercadológicas,
onde os volumes de material transformado não são divulgados
abertamente, torna-se um tanto quanto impreciso estimar-se a demanda para
esse tipo de produto”, justifica Sérgio Corrêa Barbosa,
gerente geral da Stratus Compostos Estruturais Ltda, de São José
dos Campos-SP.
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Nas estimativas dele, o número não deve ser inferior a 150
toneladas mensais, ou seja, cerca de 1.800 t/ano.
Não mesmo, concordam com ele os outros principais atuantes
no setor. O diretor comercial da CBMC, de Passo de Torres-SC, Reginaldo
Murari, calcula a demanda nacional de pultrudados em torno de 230 toneladas
mensais, ou quase 2.800 t/ano.
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Divulgação |
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| Murai estima crescimento do setor ao redor de 15% ao ano |
A projeção mais otimista é a da Cogumelo, do Rio
de Janeiro-RJ, detentora de nada menos que 60% do mercado brasileiro de
pultrudados. Nos cálculos do gerente geral da empresa, José
Ruas, a necessidade do mercado brasileiro de materiais pultrudados gira
em torno de 350 toneladas mensais, ou 4.200 t/ano. Sem dúvida,
os principais mercados para esses perfis estruturais são o offshore,
o químico e o petroquímico, em particular pela elevada resistência
à corrosão, além de propriedades de alta resistência
mecânica, elétrica e térmica.
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