Texto e fotos Fernando Cibeli de Castro

Dois mil e seis caminha para a virada do semestre e o cenário do segmento de terceira geração petroquímica do Rio Grande do Sul em relato de seus protagonistas é preocupante. “O mercado está ruim. Em janeiro e fevereiro a produção caiu em relação ao ano passado. Ninguém quer falar em números porque o quadro é desanimador”, denuncia o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul, Hugo Doormann.
Empresário da área de embalagens, Doormann tem uma noção da situação do nicho no qual atua. Tanto a produção de recipientes rígidos como flexíveis continua estagnada por conta da queda do poder aquisitivo da população, com reflexos negativos na ponta do consumo. Em compensação, o segmento de componentes para calçados voltou a crescer porque a indústria nacional começa a superar crise de exportação e redireciona a produção ao mercado interno, com alternativas de preços vinculados à realidade do consumidor brasileiro.

“O pessoal dos calçados está achando alternativas, mas em números eu não saberia traduzir”, assinala Doormann.Em Caxias do Sul, onde a participação dos empresários na vida sindical é mais efetiva, a visualização do cenário é mais precisa. A terceira geração petroquímica local é formada por trezentas empresas, com US$ 400 milhões de faturamento anual, o equivalente a 9% do PIB municipal.

Doorman:produção caiu em relação ao ano passado

São 250 mil toneladas de resinas transformadas anualmente, incluindo material reciclado. Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Orlando Marin, “o estado continua muito carente em transformação de resinas”.
 

 
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