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CONSUMO DE COMMODITIES CRESCEU NO 1° TRIMESTRE
As vendas
domésticas de resinas termoplásticas commodities no primeiro trimestre
deste ano atingiram 812,3 mil toneladas e superaram em 14,57% os números
registrados no mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento do
Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp). Aferido pela
Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o consumo aparente
(resultado da soma da produção com as importações, menos as exportações),
também avaliado de janeiro a março deste ano, superou 1 milhão de
toneladas e ultrapassou em 15,4% os números do ano passado.
| José Ricardo
Roriz Coelho, coordenador da Comissão Setorial de Resinas
Termoplásticas (Coplast) da Abiquim e presidente do Siresp, atribui o
aumento no consumo aparente à maior demanda de setores como o de
embalagens. Mesmo com os resultados positivos, a indústria
petroquímica revela preocupação com o aumento nos preços dos insumos
básicos e valorização do real frente ao dólar.“São fatores que tiram a
competitividade das exportações dos produtores nacionais e das
importações de produtos manufaturados, diminuindo a atratividade para
novos investimentos”, pondera Coelho. |
Cuca Jorge |
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| Roriz: embalagens puxaram os negócios
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Ainda considerando o primeiro trimestre do ano, a produção
brasileira de resinas também ultrapassou a casa do milhão, mas cresceu em
ritmo pouco menor em relação às vendas internas e ao consumo aparente. A
produção de 1,17 milhão de toneladas no primeiro trimestre deste ano
representa aumento de 11,68% sobre 2005. No entanto, em março deste ano a
indústria petroquímica polimerizou 392.925 mil toneladas, um salto de
12,9% sobre fevereiro.
O polietileno linear de baixa densidade (PEBDL) e o poliestireno (PS)
lideraram o avanço na produção no primeiro trimestre deste ano, com
aumento de 32,51% e 21,8% respectivamente, em comparação com igual período
em 2005. O polietileno de baixa densidade (PEBD) ficou na lanterninha, com
crescimento de apenas 2,07%.
De acordo com o levantamento da Abiquim, também as importações tiveram
incremento de 7,1%, mas as exportações encolheram 5,83% no trimestre
avaliado. De janeiro a março de 2006, as importações atingiram 141,2 mil
toneladas e as vendas ao mercado internacional, 214,5 mil toneladas.
A indústria de transformação de plástico, no entanto, só tem motivos para
lamentar. Fechado o balanço de 2005, o faturamento do setor encolheu 4,17%
em relação a 2004. Em reais, o montante atingiu R$ 38,7 bilhões neste ano,
contra R$ 40,4 bilhões do ano passado. Segundo o levantamento da
Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), a receita
convertida em dólar atingiu US$ 16 bilhões em 2005, com crescimento
equivalente a 21,07% sobre 2004, discrepância explicada pela política
cambial de valorização do real. De acordo com a entidade, o faturamento
encolheu em razão da estagnação no consumo aparente de artefatos
transformados plásticos, fechado em 4,263 milhões de toneladas no ano
passado, volume também pouco inferior ao registrado em 2004. Além disso, o
consumo per capita praticamente estacionou desde 2000 em 23 kg/ano.
Em compensação, as exportações do setor vão bem, tanto em termos de volume
como de faturamento, graças aos impulsos do Programa Export Plastic. O
primeiro parâmetro exibiu aumento de 10,8%, passando de 248 mil t, em
2004, para 275 mil, no ano passado. Os números do faturamento em 2005
superaram em 18% os de 2004: saltaram de US$ 793 milhões para US$ 974
milhões. Mas as importações também cresceram: subiram de 300 mil t (US$ 1
bilhão), no ano retrasado, para 325 mil t, no passado (US$ 1,2 bilhão).
As expectativas para este ano do presidente da Abiplast, Merheg Cachum,
não são das mais animadoras. Ele espera desempenho semelhante ao do ano
passado. “O cenário econômico e político continua muito nebuloso e isso
gera instabilidade entre os empresários; temos uma realidade marcada por
uma invasão de produtos coreanos e chineses, mostrando que o País está na
contramão da história”, critica.
M.A.S.R
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