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Além da necessidade por produtos de maior valor agregado, o mercado
de cargas minerais para plásticos também se caracteriza
por um número restrito de opções de minerais adequados
às aplicações, muito menor, por exemplo, do que no
segmento de tintas, onde a possibilidade de substituição
de matérias-primas é ampla. Os principais minerais empregados pelos produtores de plásticos
são os silicatos, óxidos e carbonatos, em particular carbonato
de cálcio, talco, alumina hidratada, diatomita, feldspato, nefelina-sienito,
dolomita, mica, caulim, barita, wollastonita e bentonita. Sua utilização
se originou pela possibilidade de substituição parcial da
resina e redução de custos, e foi acentuada pela crise do
petróleo nos anos 70. Mas a incorporação dos minerais
oferece muito mais que isso e pode proporcionar (conforme a quantidade
adicionada e a variedade do material) aumento da rigidez, resistência
ao creep (fluência), resistência à chama, condutividade
térmica e redução do coeficiente de condução
térmica. Mais recentemente, também foi possível realçar
propriedades como a resistência à tensão, ao impacto,
ao calor e a ambientes químicos agressivos. Um dos minerais mais comuns no universo dos plásticos é
o talco. PP é o filão tradicional, mas o uso se intensifica
em PEBD e PEAD, PVC, PS e PA. Essa carga, além de aumentar a rigidez
da resina, é especificamente eficiente no aumento da temperatura
de deflexão térmica e da resistência ao creep, embora
também eleve a resistência à corrosão, umidade
e calor, além da permeabilidade, a dureza, a estabilidade dimensional,
o isolamento elétrico, a condutividade térmica e o retardamento
à chama. Combinadas, essas propriedades resultam em redução
do coeficiente de expansão térmica e a contração
no molde, eliminam o empenamento durante a moldagem e permitem o uso associado
de plástico e metal. Um fator importante é a possibilidade
de redução do ciclo total de moldagem em até 30%,
sem crescimento do desgaste dos equipamentos. O talco também é o principal negócio da Xilolite,
cuja atuação se originou na exploração de
magnesita e na produção de dióxido de magnésio.
Acontece que ambos os minérios ocorrem simultaneamente, e a atratividade
do mercado de talco acabou direcionando a Xilolite para esse setor, uma
vez que o produto pode ser utilizado em diversos produtos além
de resinas termoplásticas. A empresa emprega moderno sistema de flotação para a extração
do minério, que é lamelar e facilita o processo. Por esse
método, o minério é extraído, com auxílio
de detonações ou não, e após moagem e homogeneização,
é direcionado para as células de flotação,
onde o talco se concentra nas partes superiores e é absorvido por
espumas. O material em seguida é recuperado em filtros e secado. De acordo com o diretor comercial da empresa, José Roberto Camargo,
os produtores de plásticos já exigem talcos com granulometria
na faixa de 1 micrômetro. A tendência é forte na indústria
automobilística européia, mas atinge com maior ou menor
intensidade diversos mercados, até mesmo o brasileiro. “Por
conta dessas exigências, o talco se transformou em um produto de
alta tecnologia na área de plásticos”, diz Camargo. |
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