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Difundidas pelo baixo custo, as torres abertas de resfriamento começam a perder espaço no mercado, preteridas por sistemas de resfriamento de fluidos em circuito fechado, sinônimo de menos manutenção e melhores resultados. “É preciso ponderar bastante antes de recomendar a utilização de torres de resfriamento abertas, pois um equipamento desse tipo exigirá muitos cuidados para não transportar água suja para as máquinas”, afirmou Wilson Tadashi Abe, responsável por vendas e aplicações da Semco Equipamentos. Segundo ele, “a torre se transforma em depósito de partículas após três ou quatro anos de uso sem manutenção adequada, principalmente se estiver instalada em ambientes com alta concentração de poeiras em suspensão. As torres abertas podem ainda acarretar outros problemas, caso as águas de abastecimento apresentem alta dureza e grandes quantidades de sais dissolvidos”, comenta ele. A título de exemplo, Abe menciona uma torre aberta em São José dos Campos-SP, que apresentou problemas após um ano de uso, por causa da quantidade de sais dissolvidos encontrada na água. Segundo ele, deve-se sempre considerar que uma torre aberta de resfriamento de fluidos é um equipamento que retira calor de um sistema através da evaporação de pequenas quantidades de água, caracterizando-se, portanto, como sistema evaporativo. Apesar de cristalina e transparente, a água contém sólidos dissolvidos e, à medida que ocorre a evaporação, essas substâncias permanecem no sistema e se concentram mais enquanto o equipamento estiver operando. Além disso, a água de recirculação é muitas vezes contaminada por impurezas presentes no ar. Se essa combinação de sólidos dissolvidos e impurezas não for controlada pode causar incrustações ou corrosões, reduzindo a eficiência operacional e a vida útil do equipamento, explica. A escassez de tempo para manutenções, sinônimo de parada de máquinas, também corrobora para a substituição das torres abertas pelas de circuito fechado, a despeito dos custos mais elevados, constata Abe. Nas contas dele, estas últimas são em torno de duas até três vezes mais caras, mas oferecem rendimento mais compensador. Mauro Stacchini Gomes Lourenço, gerente de engenharia da subsidiária brasileira da York International, assina em baixo. Ele considera que os custos de manutenção crescem exponencialmente quando uma indústria resolve instalar unidades de refrigeração dedicadas a cada uma das máquinas. Defensor de sistemas únicos e centrais, principalmente para instalações de grande porte (projetos acima de 25 TR - Toneladas de Refrigeração), Lourenço acredita que o principal benefício da centralização do sistema de água gelada é permitir a otimização do funcionamento do compressor da unidade resfriadora para que a mesma opere a maior parte do tempo sob condição de carga plena. O resultado é uma economia em torno de 20%. Além do emprego de sistemas centrais, Lourenço propaga
a adoção de conceito bem difundido na Europa, mas embrionário
no mercado brasileiro, o uso de refrigerantes naturais em chillers, como
a amônia (R717), em substituição a produtos como o
hidrofluorcarbono (HFC) e o hidroclorofluorcarbono (HCFC).
Em alguns casos, ele até sugere ao transformador aumentar a capacidade
das torres de resfriamento – equipamentos que não integram
a linha de fabricação da Piovan –, investindo na compra
de chillers de menor capacidade. Santos também ensina que, se for
necessária temperatura abaixo de 20oC, a expansão na área
de torres é contra-indicada, pois estas operam sob temperatura
ambiente. A única solução será a instalação
de um chiller. Este equipamento também é indicado em situações
de escassez de água, visto dispensarem grandes volumes de água.
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