Na média, os preços dos polietilenos e do polipropileno recuaram 10% entre janeiro e dezembro de 2005. No geral, caíram no primeiro semestre, depois apresentaram sinais de recuperação e voltaram a cair. Na avaliação de Tergolina, a situação só não ficou mais grave para os polietilenos porque a Riopol não entrou em operação na data prevista.

Dessa opinião compartilha o gerente administrativo financeiro da Plasmar, de Duque de Caxias-RJ, Ney Pereira da Silva. “O aumento da oferta no cenário atual, com a demanda estagnada e as margens reduzidas é motivo de preocupação”, afirma.

Na avaliação de Silva, a partida da Riopol vai impactar o mercado como um todo, porém com maiores reflexos para os distribuidores instalados no Rio de Janeiro e região. “As petroquímicas concorrentes terão de olhar para o nosso mercado com mais atenção”, pondera.Os preços médios das resinas em janeiro e fevereiro de 2006 ficaram 10% abaixo no comparativo com o mesmo período do ano passado.

Cuca Jorge

Tergolina lamenta produção e vendas menores ano passado

Já a demanda começou a melhorar. “Em janeiro, as vendas aumentaram 44% em relação a janeiro de 2005. Em fevereiro, a alta foi de 15%”, diz, citando o volume distribuído pela Plasmar. O mês de março também esboça sinais de recuperação. Tais indícios reforçam as esperanças de crescimento e alimentam as expectativas de recuperação das margens. “Esperamos voltar a crescer em 2006.”

A Plasmar distribui os polietilenos e polipropilenos da Braskem e os masters de cor e de aditivos da Ampacet, além de revender poliestireno da Innova e ABS da Nitriflex para os mercados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Além da matriz em Duque de Caxias, possui filial em Cariacica-ES. Nas contas de Silva, existem pelo menos 250 micro, pequenos e médios transformadores instalados nos três Estados. “É o mercado atendido pela distribuição. As grandes indústrias são abastecidas diretamente pelas petroquímicas.”

Polipropileno – Ruim para o polietileno, pior para o polipropileno. A resina ficou com o título de destaque negativo de 2005 em virtude da quebra de parte significativa da safra agrícola, da fraca demanda da linha branca no segundo semestre e da importação de produtos manufaturados a preços incentivados pelos países de origem e favorecidos pelo câmbio. Um exemplo é o polipropileno biorientado (BOPP) proveniente da Ásia, Europa e Mercosul.

Segundo dados do Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo (Siresp), pela primeira vez em mais de dez anos de crescimento, a demanda interna de PP sofreu uma retração de 3,8% em relação ao consumo doméstico registrado em 2004.As importações da resina, por conta do real valorizado, aumentaram 32,5%, e de artigos plásticos transformados, em torno de 45%.

Com isso, a participação das importações brasileiras de polipropileno na demanda interna da resina saltou de 6,9% em 2004 para 9,5% em 2005. Em contrapartida, as exportações de PP cresceram 46,9% em relação ao ano anterior.

 
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