Oscilações de preço e consumo afligem o setor

Pressionado pela crise, o varejo espreme as margens, mas investe como sinal de evolução e maturidade

Texto de Simone Ferro e fotos de Cuca Jorge

A distribuição de resinas, mais uma vez, não conseguiu um ambiente propício para o crescimento sustentável. No final do ano passado, a queda nas cotações das principais commodities termoplásticas freou a recuperação das margens e trouxe mais instabilidade do que oportunidades de novos negócios. Foi com esse cenário que o varejo começou 2006. De acordo com o diretor comercial da Ipiranga Petroquímica, Eduardo Tergolina, o mercado se apresentou aquecido nos primeiros meses, mas ainda não sinalizou a recuperação dos preços e da rentabilidade das petroquímicas e suas distribuidoras.

A situação é reflexo do aumento dos preços do petróleo e seus derivados, das altas taxas de juros, da recuperação apenas parcial do poder de compra dos assalariados, da desaceleração de investimentos públicos – fruto da crise política –, e do câmbio, que inibiu a exportação e estimulou a importação de produtos manufaturados. Reflete ainda a dinâmica entre a oferta e a demanda do mercado doméstico e o comportamento dos preços internacionais, influenciados pela passagem dos sucessivos furacões pelo Golfo do México e Estados Unidos.
 

 
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