Além de destacar as inovações em máquinas e equipamentos para fabricar embalagens e novas tecnologias em insumos e matérias-primas, essa edição abrigará em eventos integrados o Salão Embala – Inovações e Tendências e a Exposição Flexo Latino América. O Salão Embala mostrará aos visitantes as últimas novidades em embalagens e contará com a participação de fabricantes e agências de design. Voltada aos profissionais do setor de flexografia, a Flexo Latino América, organizada com a Abflexo – Associação Brasileira de Flexografia, reunirá empresas de máquinas e equipamentos para produção em banda larga e estreita, incluindo fornecedores de insumos e clicherias.

O mercado mundial de embalagens movimenta a cifra de US$ 500 bilhões por ano. As grandes responsáveis por essa polpuda receita são as embalagens de papel/papelão, primeiro lugar no ranking das maiores geradoras de receita para o setor, com 32% daquele total, seguidas das plásticas, com 28% de participação. Seguem, em terceiro, as metálicas, com 24%; em quarto, as de vidro, com 6%; e, na quinta posição, o setor de máquinas e equipamentos, com 5% sobre o total da receita do setor.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Embalagem (WPO), a participação da indústria de embalagens no PIB (Produto Interno Bruto) de cada país oscila entre 0,5% e 2,5%. A receita líquida de vendas da indústria brasileira de embalagens em 2004 atingiu R$ 28,591 bilhões, R$ 4,317 bilhões acima de 2003, quando a receita alcançou R$ 24,274 bilhões, e R$ 8,163 bilhões a mais em relação à receita de 2002, cravada em
R$ 20,428 bilhões.

Em 2005, o setor de embalagens faturou R$ 31,3 bilhões, registrando aumento de 3,14% em relação a 2004. Em volume, a produção apresentou queda de 1,26%, mas o segmento de embalagens plásticas cresceu 3,14%. Contrariando as estatísticas mundiais, a maior fonte de receita do setor brasileiro de embalagens como um todo provém das embalagens plásticas.

Na composição da receita líquida de 2004, por exemplo, as embalagens plásticas geraram receita de R$ 9,039 bilhões, participando com 31,61% sobre o total, enquanto as embalagens em papelão alcançaram fatia de participação de 30,91%, gerando receita de R$ 8,839 bilhões.

Na seqüência, também se destacam os volumes de negócios gerados pelas embalagens metálicas, segmento que respondeu por uma receita de R$ 6,372 bilhões em 2004, obtendo 22,29% de participação sobre o total. Bem mais modestos em comparação com o papelão, os negócios no segmento de embalagens de papel apresentaram receita de R$ 2,131 bilhões (7,45%), enquanto as de vidro responderam por R$ 1,542 (5,39%) e as de madeira, R$ 669 milhões (2,34%).
Monitorada pela Associação Brasileira de Embalagens (Abre) desde 1996, a participação percentual dos diversos materiais – madeira, vidro, metal, papel/papelão e plástico – sobre o valor da produção também traz dados reveladores sobre o desempenho dos vários segmentos no Brasil, quase sempre associado ao aquecimento ou desaquecimento da economia, significando aumento ou diminuição no consumo da população.

O plástico, que apresentava 32% de participação sobre o valor da produção do setor de embalagens em 1996, chegou a alcançar 38% de participação em 2002, mas caiu para 35% em 2003, e para 32% em 2004.
Oscilações semelhantes ocorrem com o segmento de papel/papelão. Em 2000, o papelão chegou a responder por 41% sobre o valor da produção do setor de embalagens. Despencou em 2003 para 35%, mas se recuperou um pouco no ano seguinte e subiu para 38%.

As exportações brasileiras de embalagens em 2004 alcançaram US$ 292,551 milhões, US$ 18,618 milhões a mais em relação a 2003, quando foram exportados US$ 273,893 milhões. As embalagens plásticas lideraram e responderam por 29,64% das exportações do setor em 2004, gerando divisas para o Brasil de US$ 86,706 milhões, US$ 26,349 milhões a mais do que em 2003, quando a participação foi de 23,5% sobre o total das exportações.

Em 2005, a produção aumentou nos segmentos de vidro (4,4%), madeira (3,3%) e plástico (3,1%) e declinou nos segmentos de metais
(- 8,7%) e papel e papelão (- 1,1%) em relação a 2004. Em 2006, segundo estudo coordenado pela Abre, a produção de embalagens deverá crescer até 3% em relação a 2005.

 
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