Uma operação desse tipo envolve a obrigação de compra ou venda de um ativo com preço fixado em data específica. Um contrato de plástico com vencimento em janeiro de 2006, por exemplo, estipula a venda ou compra de determinada quantidade do referido produto (tamanho do contrato) em janeiro de 2006 por preço previamente combinado.
Segundo o especialista em bolsas de mercadorias e futuros Rodrigo Rasga, os custos da operação englobam a corretagem e as margens (inicial e periódicas). A primeira, também chamada depósito inicial, é exigida para garantir o pagamento das margens periódicas, necessárias para que se anteceda a insolvência dos operadores do mercado. “A bolsa tem capacidade de honrar contratos em caso de inadimplência de seus membros”, afirmou Rasga.

No mercado de futuros, segundo o especialista, o comprador busca garantir determinado custo, enquanto o vendedor quer fixar sua margem, em operações conhecidas como hedging. Também participam das negociações os especuladores (desejáveis, pois trazem liquidez para os contratos) e arbitradores, que operam em mais de um mercado ganhando com diferenças de preços para os mesmos ativos-base em bolsas diferentes, ou seja, comprando por preços mais baixos em uma bolsa e vendendo por maiores em outra.

Embora a entrega ou o recebimento físico de mercadorias seja uma possibilidade real, elas acontecem em pequena parte das operações (menos de 1% em alguns casos). “Quem vende no mercado futuro dificilmente quer entregar o plástico vendido. A liquidação física é pouco usual”, informa Rasga.

Origens – A criação da LME remonta à Revolução Industrial. A bolsa foi estabelecida no século XIX (1877), em decorrência da expansão das indústrias no Reino Unido, quando a maior parte do cobre utilizado era trazida da América do Sul, particularmente do Chile, e o estanho vinha da Malásia e de partes da África do Sul. Esses produtos eram transportados por navio para Londres para a construção de fábricas, a produção de artigos industriais e a utilização em infra-estrutura. Como as viagens duravam três meses e havia risco de mudanças nos preços durante o trajeto, era importante poder discutir “hoje” o preço de uma mercadoria que seria entregue apenas em 90 dias.

A LME é a principal bolsa de comercialização de contratos de metais básicos (alumínio, cobre, zinco, níquel, chumbo e estanho) e a décima no mundo em termos de número de contratos e valores. Cerca de 98% das negociações desses metais são precificadas segundo suas referências.

“Essa característica é muito importante para os plásticos, pois se o preço da LME tornar-se a referência comumente adotada para PP e PELBD, ela será fundamental para o crescimento do negócio de resinas. As exportações refletirão os preços mundiais, que serão os da LME se os seus contratos tiverem sucesso”, disse Jeremy Goldwyn, da Sucden.

Cuca Jorge

Goldwyn vê semelhanças entre resina e alumínio

 

 
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