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Uma operação desse tipo envolve a obrigação
de compra ou venda de um ativo com preço fixado em data específica.
Um contrato de plástico com vencimento em janeiro de 2006, por
exemplo, estipula a venda ou compra de determinada quantidade do referido
produto (tamanho do contrato) em janeiro de 2006 por preço previamente
combinado. No mercado de futuros, segundo o especialista, o comprador busca garantir
determinado custo, enquanto o vendedor quer fixar sua margem, em operações
conhecidas como hedging. Também participam das negociações
os especuladores (desejáveis, pois trazem liquidez para os contratos)
e arbitradores, que operam em mais de um mercado ganhando com diferenças
de preços para os mesmos ativos-base em bolsas diferentes, ou seja,
comprando por preços mais baixos em uma bolsa e vendendo por maiores
em outra. Embora a entrega ou o recebimento físico de mercadorias seja uma possibilidade real, elas acontecem em pequena parte das operações (menos de 1% em alguns casos). “Quem vende no mercado futuro dificilmente quer entregar o plástico vendido. A liquidação física é pouco usual”, informa Rasga. Origens – A criação da LME remonta
à Revolução Industrial. A bolsa foi estabelecida
no século XIX (1877), em decorrência da expansão das
indústrias no Reino Unido, quando a maior parte do cobre utilizado
era trazida da América do Sul, particularmente do Chile, e o estanho
vinha da Malásia e de partes da África do Sul. Esses produtos
eram transportados por navio para Londres para a construção
de fábricas, a produção de artigos industriais e
a utilização em infra-estrutura. Como as viagens duravam
três meses e havia risco de mudanças nos preços durante
o trajeto, era importante poder discutir “hoje” o preço
de uma mercadoria que seria entregue apenas em 90 dias.
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