LME

Plástico chega ao pregão

Bolsa de Metais de Londres lança contratos futuros de PE e PP e pode mudar rumos das negociações internacionais

Márcio Azevedo

A indústria mundial de produtores e transformadores de termoplásticos ganhou nova alternativa para a negociação de resinas. Desde maio de 2005, a Bolsa de Metais de Londres (London Metal Exchange ou LME) oferece contratos futuros de polipropileno (PP) e polietileno linear de baixa densidade (PELBD) estendendo suas atividades consagradas no mercado de metais para o de plásticos.

A juventude dos contratos ainda não permite prever seu sucesso, mas caso ele aconteça, os competidores mundiais terão ao seu dispor um instrumento adicional de proteção contra oscilações e especulações de mercado, além de uma referência transparente para a fixação de preços em negociação de contratos.

Martinez

A decolagem do mercado futuro de resinas também tem potencial para facilitar financiamentos de produtores do setor, uma vez que as corretoras costumam ser braços de grandes bancos internacionais, e a evolução das negociações pode levá-los ao investimento em novas plantas petroquímicas, oferecendo custos financeiros mais brandos. A novidade já desperta a curiosidade da cena brasileira do plástico, ainda desconfiada dos possíveis benefícios de negociações em bolsas de futuros, mas por enquanto soa viável apenas aos grandes competidores da indústria nacional.

Para discutir os aspectos da negociação de plásticos em bolsa, o site Petronews organizou o 1o Fórum Internacional Plástico na Bolsa de Londres e trouxe ao Brasil Jeremy Goldwyn, porta-voz da Sucden (umas das corretoras membro da LME), além de outros especialistas do Brasil para analisar a mecânica das operações, suas implicações tributárias e tendências do mercado brasileiro de PP e PE.

Os contratos futuros se encaixam entre os instrumentos derivativos, ferramentas que possibilitam a compra e venda de contratos longos com margem ou custo garantidos e maior previsibilidade dos resultados do negócio. Dentre os vários riscos que podem afetar um empreendimento, como o risco operacional, os de crédito, legais e os de mercado (nas ações, no câmbio, nos juros ou nos preços das commodities), os derivativos só mitigam os últimos. Existem quatro possibilidades de controle e redução de riscos quando se opta por derivativos: contratos de swap (troca), contratos a termo (ou mercado forward), contratos futuros e o mercado de opções. O termo derivativo se justifica, pois o contrato deriva de um ativo-base, no caso dos contratos de plástico da LME, os preços de PP e PELBD.
 

PREÇOS INTERNACIONAL DA NAFTA PETROQUÍMICA
 ( MÉDIA ANUAL)

Fonte: Petronews

 

 
  <<< Anterior
Próxima >>>