|
LME Plástico chega ao pregão Bolsa de Metais de Londres lança contratos futuros de PE e PP e pode mudar rumos das negociações internacionais Márcio Azevedo
A decolagem
do mercado futuro de resinas também tem potencial para facilitar
financiamentos de produtores do setor, uma vez que as corretoras
costumam ser braços de grandes bancos internacionais, e a evolução
das negociações pode levá-los ao investimento em novas plantas
petroquímicas, oferecendo custos financeiros mais brandos. A
novidade já desperta a curiosidade da cena brasileira do plástico,
ainda desconfiada dos possíveis benefícios de negociações em bolsas
de futuros, mas por enquanto soa viável apenas aos grandes
competidores da indústria nacional. Os contratos futuros se encaixam entre os instrumentos derivativos,
ferramentas que possibilitam a compra e venda de contratos longos com
margem ou custo garantidos e maior previsibilidade dos resultados do
negócio. Dentre os vários riscos que podem afetar um empreendimento, como
o risco operacional, os de crédito, legais e os de mercado (nas ações, no
câmbio, nos juros ou nos preços das commodities), os derivativos só
mitigam os últimos. Existem quatro possibilidades de controle e redução de
riscos quando se opta por derivativos: contratos de swap (troca),
contratos a termo (ou mercado forward), contratos futuros e o mercado de
opções. O termo derivativo se justifica, pois o contrato deriva de um
ativo-base, no caso dos contratos de plástico da LME, os preços de PP e
PELBD.
|
|||||||||
| <<< Anterior | |||||||||