Rotomoldagem


Caixas-d'água da Tinabras comportam até 15 mil litros - Foto: Cuca Jorge

Reservatórios de água fomentam os negócios

Maior usuária do processo, a aplicação continua em alta enquanto transformadores buscam novas alternativas de expansão

Rose de Moraes

O mercado brasileiro de rotomoldagem talvez tenha de esperar um pouco mais para ver nascer novo desenvolvimento que renda tão bons frutos como as caixas-d'água em polietileno. Em ritmo acelerado de crescimento há mais de uma década, os reservatórios para água continuam a liderar disparado o consumo de resinas de polietileno destinadas a esse processo, respondendo por quase 60% do total comercializado pelas petroquímicas, equivalente à fatia de 1.200 toneladas/mês da demanda nacional estimada em torno de 2.200 toneladas/mês.

Para se ter idéia mais exata da importância dessa aplicação para a rotomoldagem, basta lembrar que das 2,1 milhões de caixas-d'água produzidas em 2005 em to-
do o País, 700 mil unidades foram rotomoldadas em polietileno, revelando expansão de 70 mil unidades em comparação a 2004.

Acostumados a abocanhar grandes porções no setor de caixas-d'água, antes seara quase exclusiva do fibro-cimento, os transformadores do polietileno têm, no entanto, de se preocupar mais com o avanço das caixas-d'água fabricadas em fibras de vidro, tentando avançar sobre novos mercados, como o de reservatórios para maiores volumes, acima de 5 mil litros, componentes automotivos, cisternas, contêineres para lixo, orelhões, entre inúmeros outros, captando fatias em vários mercados, para compensar até as grandes baixas contabilizadas neste ano no setor do agronegócio brasileiro onde o consumo de polietileno despencou de 800 toneladas/mês em 2004 para 300 toneladas/mês em 2005.

"O setor de agrobusiness já ocupou o segundo lugar entre as maiores aplicações, mas vem enfrentando forte queda nos últimos tempos", constatou Vicente Aparecido Silva, gerente de desenvolvimento de produto da Politeno, pioneira nacional no fornecimento de polietilenos ao mercado de rotomoldagem, desde os anos 80.

Assim, empenhada no desenvolvimento da rotomoldagem no Brasil, a Politeno colhe seus melhores resultados em desempenho comercial na venda de duas resinas de polietileno linear de média densidade, o PELMD. A primeira delas, com índice de fluidez de 4,2 gramas/10 minutos e densidade de 0.935 gramas/cm3, é aditivada com estabilizante à luz e especificada tanto para acondicionar água em grandes volumes, até 15 mil litros, como produtos químicos agressivos, neste último caso, homologada por grandes distribuidores de combustíveis, até mesmo para exportação.

"A resina com o segundo melhor desempenho comercial também representa o maior volume consumido numa única aplicação e se destina à produção de caixas-d'água. Com fluidez de 3,5 gramas/10 minutos e densidade de 0.939 gramas/cm3, alto teor de estabilizantes à luz solar, é especificada para reservatórios até 10 mil litros", acrescentou Silva.

 

 
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