As exigências de desempenho desses produtos não são normatizadas ou fiscalizadas em grande extensão, fato que também facilita a penetração.

A sobrecapacidade tem outras conseqüências e uma delas, na Karina, foi a intensificação das exportações nos últimos três anos.

Embora não seja fácil exportar um produto que pressupõe grande trabalho de adequação a equipamentos e necessidades dos clientes, a empresa vendeu 5% da produção em mercados do exterior.

O principal cliente é o Cone Sul, mas houve embarques até para a China, embora com margens muito baixas.

Expectativas frustradas dos produtores de compostos foram o grande responsável pelo excesso de capacidades instaladas.

Esse mercado tem vegetado há mais de seis anos sem crescimento efetivo.

No período entre 1998 e 2000, a atividade foi um pouco maior, seguindo-se oscilações que culminaram com péssimo desempenho em 2003, e recuperação sem crescimento real em 2004.

Em 2005, Penido estima empate nos números ou leve queda, de até 4%, em comparação ao ano anterior.

As maiores frustrações ao longo do tempo foram as desencadeadas pelas vendas de compostos para o segmento de construção civil.

Se o setor de saneamento é muito significativo para o PVC enquanto resina, nos compostos quase metade do consumo é direcionada a fios e cabos, segmento com participação importante na construção civil e com grande pulverização de subsegmentos.

No caso dos produtos utilizados em saneamento, a produção é mais verticalizada, pois o transformador produz os compostos que utiliza, caso de empresas como Tigre e Amanco.

As formulações por elas empregadas são mais simples, e em segmentos como o de fios e cabos, o maior trabalho de formulação justifica a compra de produtores independentes como a Karina.

Cuca Jorge

Penido contornou excesso de oferta com exportação

Além da construção civil, o segmento de calçados tem patinado, e 2005 foi um ano ruim também para este que é o segundo maior cliente dos produtores de compostos.

As exportações chinesas pressionam os competidores em todo o globo e um mercado com câmbio atrativo, como o Brasil atual, é ainda mais suscetível à expansão das vendas asiáticas.

Em perfis para construção civil, outro segmento representativo, os anos registraram boa evolução nos forros, mas a sempre aguardada expansão em esquadrias esbarrou na falta de confiança dos consumidores no PVC, já superada, e na competitividade do produto e seu baixo volume de produção, que decepcionaram a demanda.

O processo de aculturamento já foi concluído, mas o preço das esquadrias de PVC (frente a uma de madeira pode ser até 40% maior) e a dificuldade para cumprir prazos de entrega ainda afastam clientes potenciais.

 
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