O presidente da entidade Newton de Mello alerta para o risco do que ele chamou de “desindustrialização” do País. Segundo ele, a elevação das taxas de juros, a queda do dólar e a busca incessante do superávit primário resultam em problemas cruciais, como a queda da atividade industrial, crescente substituição de produtos nacionais por importados e crise na agricultura e na pecuária. No início de novembro, Mello enviou carta ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo a substituição da equipe responsável pela política econômica do País. De acordo com ele, o manifesto não é uma crítica pessoal ou às biografias do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mas à condução da economia. “O modelo neoliberal persegue metas de inflação irreais e superávits primários fantasiosos, e está provocando uma crise econômica que demorará anos para ser superada, com conseqüências danosas para a sociedade brasileira”, diz. Produtividade – Segundo Ricardo David, da Sinimplast, para efetuar um bom investimento, o comprador deve avaliar tanto as características técnicas quanto às de rentabilidade para obter uma boa relação preço-produtividade durante um longo período. Dentro desse contexto, as sopradoras modernas atendem às exigências do mercado quanto à moldagem de múltiplas peças, flexibilidade de produção e segurança do processo. Porém, para assegurar essas vantagens no longo prazo, as manutenções preventivas tornam-se imprescindíveis. O retrofiting também ajuda, mas não faz milagre. “A máquina volta às condições originais”, diz David. Por isso, o transformador tem de avaliar qual o desempenho desejado e, havendo necessidade, investir na troca. A empresa mantém também completo estoque de peças de reposição, em especial para os itens importados. Quando o custo da manutenção excede determinado patamar, tornando-se onerosa, é avaliada a necessidade de substituição do equipamento. “Trabalhamos com um programa de substituição das sopradoras que, na verdade, não chegam a ser antigas, mas ficam obsoletas em função do surgimento de novos conceitos.” Especializada no sopro de termoplásticos, há 20 anos a Sinimplast atua nos segmentos alimentício, automotivo, farmacêutico, de cosméticos, higiene pessoal, limpeza e defensivos agrícolas. A empresa tem cerca de mil funcionários e cinco fábricas: duas em São Paulo, nos municípios de Diadema e Osasco; no Rio de Janeiro-RJ; em Abreu e Lima-PE e uma unidade de sopro in house na Divisão Elida Gibbs da Unilever, em Vinhedo-SP. O parque fabril é composto por mais de 80 máquinas com capacidades para soprar até 20 litros, das marcas Bekum, Techne, Jomar e Uniloy. Nas cinco unidades industriais, a empresa consome perto de 28 mil toneladas de resinas por ano. “Utilizamos entre 30% e 40% da capacidade instalada.” Na análise de David, a realização de investimentos permanentes em tecnologia e infra-estrutura é fundamental para o desenvolvimento da companhia. Em 2003, a Sinimplast investiu R$ 5 milhões na ampliação e renovação do parque industrial. No ano passado, foram R$ 15 milhões, que incluíram a aquisição de três novos equipamentos de sopro e introdução do processo de injeção-sopro. Em 2005, os investimentos somaram R$ 10 milhões. Automação – Outra questão importante apontada pelos transformadores do setor refere-se à automação das linhas de produção. Moinhos de baixa rotação, alimentadores, dosadores, manipuladores e outros equipamentos auxiliares de processo deixaram de ser coadjuvantes no momento de definir o investimento. “
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