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Transformador pede ciclos mais rápidos Milésimos de segundos fazem muita diferença na briga por ganhar ou manter um cliente Simone Ferro
No mercado globalizado, altamente competitivo e de margens extremamente baixas, quem produz com os menores ciclos é rei. Brincadeiras à parte, o transformador nacional sabe que nos dias de hoje milésimos de segundo são decisivos na hora de compor um preço ou de definir o tênue limite entre ganhar e perder dinheiro, ou pior ainda, de perder o cliente. No sopro de termoplásticos, onde as máquinas, de um modo geral, apresentam poucas diferenças mecânicas, hidráulicas, eletrônicas e pneumáticas, os conceitos de refrigeração e automação devem ser decisivos no momento de definir a compra de uma sopradora nova nacional ou importada. Como o tempo de resfriamento responde pela maior parcela do ciclo da máquina, os conceitos e tecnologias adotados para esse parâmetro devem ser avaliados como um diferencial ainda mais importante e decisivo. O ciclo depende também do tempo mecânico da máquina (abertura, fechamento, extração, etc.) e de escape de ar, entre outros critérios. Vale citar as sopradoras de dupla estação que chegaram
ao mercado há alguns anos com o propósito de aumentar o
volume produzido por ciclo e hoje encontram boa demanda no mercado mundial.
Também avançam as aplicações de moldes com
múltiplas cavidades. Tecnologias eficazes para reduzir os preços
unitários dos produtos soprados. Outros parâmetros importantes referem-se ao nível de automação
das linhas e os conceitos de rebarbação, ou seja, leva vantagem
a máquina que oferece um produto final “mais acabado”,
com menos re-trabalho e, sem dúvida nenhuma, com qualidade. Em
geral, o transformador também leva em conta a confiabilidade e
a tradição do fabricante da sopradora. Questões relativas à assistência técnica e disponibilidade de peças de reposição, obviamente, têm grande influência na decisão. Mas o preço, quase sempre, é o fiel da balança. A qualidade do soprado (produto final), que já foi um dos principais quesitos tempos atrás, em virtude das diferenças tecnológicas entre os fabricantes nacionais e os estrangeiros, deixou de ser determinante no momento da escolha. Sopro de qualidade – Na avaliação
dos transformadores de peças plásticas sopradas, as máquinas
brasileiras não deixam nada a desejar no comparativo com as estrangeiras
em questão de qualidade do soprado. Moldam peças bem acabadas,
sem restrições aos mercados mais exigentes. Mas, nem sempre foi assim. Entre 1996 e 1998, a indústria nacional sofreu com o alto índice de importações. Ficou praticamente estagnada. “Na época, existia um abismo tecnológico”, diz o gerente de engenharia da Sinimplast, Ricardo David. A qualidade do soprado, bastante variável entre os modelos disponíveis, atuava como uma linha de corte. A história começou a mudar no final da década de 90. A valorização do dólar reascendeu os investimentos, e os avanços mundiais empregados nos componentes hidráulicos, eletrônicos, pneumáticos e mecânicos chegaram ao Brasil e reduziram as diferenças entre as sopradoras nacionais e as importadas.
Em contrapartida, a participação dos fabricantes locais no mercado interno despencou. “Até setembro, pelo menos 45% da demanda de máquinas para plástico foi suprida pelas importações”, estima Guido Pelizzari, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). As importações de máquinas para o processamento de plásticos aumentaram quase 130%, de janeiro a setembro em relação ao mesmo período de 2004, e o medo da estagnação paira no ar. Estatísticas recentes da Abimaq apontam a retração da produção nacional de bens de capital mecânicos.
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