Bebida é do PET - A trajetória do PET tem ligação direta com as suas características. Polímero poliéster, oferece ao material processado alta resistência mecânica e química, além de ter barreira para gases e odores. A leveza é outro ponto positivo, sobretudo nos dias atuais, em que a tecnologia empregada reduziu de forma considerável o peso da garrafa. Para se ter uma idéia, a medida padrão de uma embalagem de 2 litros era de 53 gramas. Hoje, o peso caiu para 48 gramas.

Considerado a escolha da indústria de bebida carbonatada, o PET tem soberania nesse mercado. Em 1993, todo o PET consumido no mercado brasileiro se destinava ao refrigerante. Em 1996, o País era o terceiro maior consumidor mundial do PET no segmento de bebida carbonatada – principal mercado do polímero grau garrafa. 

Nesse ano em questão, o Brasil transformou 150 mil toneladas de resina. Em 2004, as embalagens de PET desenhavam um cenário dominado pelo refrigerante, com 68% do total. No entanto, é visível o avanço em outras áreas; o segmento de água responde por 20% do consumo da resina e o de óleo, 12%. “O PET ainda tem espaço para crescer nessas duas categorias de produto”, afirma Sette. Como aconteceu no passado com a substituição do PVC pelo PET, nos setores de água mineral e de óleo comestível, a Abipet vislumbra novos mercados para a resina.  Cuca Jorge

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“Trata-se de uma indústria em crescimento, que ainda não atingiu a fase de acomodação”, explica Sette. Em 2005, a Abipet comemorou a penetração do PET no segmento de condimentos. Um dos destaques ficou por conta das embalagens para maionese.

O mercado - Os dois principais fornecedores de PET no País são a norte-americana Voridian, ligada ao grupo Eastman Chemical, e o grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G). Também compõem o cenário: a Braskem e a Vicunha. A produção desta última é baixa, 24 mil t/ano, das quais metade grau garrafa. Maior produtora mundial de PET para embalagem, a Divisão Voridian da Eastman Chemical Company possui fábrica na Argentina. Responsável pelo abastecimento do Mercosul, essa planta tem capacidade instalada de 180 mil t/ano. De acordo com Pinhel, a indústria brasileira é a segunda maior consumidora da unidade, atrás da Argentina. Carente de produção de resina PET e por isso um país importador, o Brasil, para Pinhel, está em linha com o resto do mundo no que se refere à tecnologia empregada, porém ainda limitado, em aplicações. Um exemplo: novidade no País, o PET para maionese existe há cerca de 8 anos na Argentina. “O Brasil só enxerga o PET em refrigerante, óleo comestível e água”, alerta.

A resina ainda tem potencial de crescimento nas embalagens para as indústrias cosmética, farmacêutica e de sucos, entre outras. Ao encontro dessa tendência, a Voridian apresenta entre as novidades o PET PG600. Cuca Jorge

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