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“A gente aposta que será um ano de alta atividade”, comenta. Para ele, com os estoques em baixa, os clientes tendem a comprar. Além disso, em época de eleição, a demanda sempre aumenta, considera. Dados divulgados pelo Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp) ratificam a previsão. De forma geral, as vendas de resinas termoplásticas no mercado interno cresceram nos últimos meses; no caso específico do PP, atingiu aumento de 20,6% em agosto em comparação a julho, e 9,6% em setembro em relação a agosto. O sindicato revela que o PP fechou o primeiro semestre com consumo aparente de 521 mil t. Saída – O mercado respondeu à baixa da demanda interna de PP com novidades. A Braskem, por exemplo, investiu em inovações, como o desenvolvimento de resinas para o segmento de copos descartáveis. Característico do poliestireno (PS), o setor deve fortalecer o mercado do PP, sobretudo porque as estimativas da companhia dão conta de que essa aplicação tem potencial para absorver cerca de 90 mil t/ano do termoplástico.
A Suzano Petroquímica também se propôs a renovar o setor. Por isso, penetrou na indústria de embalagens para calçado. Segundo previsões da companhia, em um ano esse segmento pode consumir cerca de 800 t/mês de PP. “Não queremos competir com o papel, por exemplo, o que queremos é crescer em nichos que não atuamos hoje”, completa Fittipaldi. A ação está em consonância com a proposta de desenvolver projetos que utilizem a resina em novas aplicações.
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