A Braskem atua nos dois mercados: tem capacidade produtiva para 550 mil t de PP e 70 mil t de PET. Apesar de comprovada a representatividade superior do PP, a companhia possui perspectivas positivas para as duas resinas. Na avaliação de Cione, o PET deve avançar em torno de 7% nos próximos três anos, enquanto o crescimento do PP pode atingir de 9% a 10%. Essa diferença, ele atribui à versatilidade do PP frente às outras resinas.

PP fica devendo - Apesar de representar a resina com maior crescimento de consumo, o PP ficou aquém do esperado neste ano. No final do primeiro semestre, registrou uma queda na demanda da ordem de 5%, comenta Tergolina. Para ele, esse decréscimo se justifica pela redução do mercado dos produtos transformados de ráfia e pela importação de filmes de BOPP (produto acabado). No caso do BOPP, atesta que a produção brasileira foi afetada pela concorrência de filmes oriundos da Ásia.

Na Braskem, o recuo da demanda interna de PP foi atribuído à baixa do setor agrícola. Porquês à parte, os profissionais do setor concordam: as vendas não atingiram o esperado. “O mercado brasileiro não alcançou as projeções estimadas de consumo no início do período”, resume Tergolina. No entanto, já é tradição: o segundo semestre tende a ser mais favorável aos negócios. A sazonalidade do mercado dos termoplásticos e o Natal dão vazão a novas expectativas. “Estimamos crescimento bastante superior ao primeiro semestre e até maior ao usual, já que as vendas estavam bastante deprimidas”, esclarece Tergolina. As perspectivas garantem a recuperação do setor. O consumo aparente brasileiro de PP deste ano deve ser de 1.000 t, quase o equivalente ao do ano passado, comenta.

“Em termos de vendas totais, vamos ficar abaixo do registrado em 2004”, Fittipaldi revela sobre o encerramento do ano na Suzano Petroquímica.

Apesar da retração de 2005, o ano passado é um parâmetro difícil de ser batido. A empresa, na época ainda denominada Polibrasil, obteve lucro líquido de R$ 142 milhões, o que representou aumento de mais de 100% ao resultado do ano anterior. As expectativas de Fittipaldi recaem sobre 2006.

 

 
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