Concorrentes diretos em algumas aplicações, as duas resinas se esmeram para garantir a competência Renata Pachione A versatilidade do polipropileno (PP) fortalece sua penetração no mercado de embalagens, sobretudo em aplicações voltadas para o segmento de bebidas. De grandes volumes, essa indústria acirra a disputa entre as resinas, em especial, o PP e o polietileno tereftalato (PET), soberano nessa aplicação. O crescimento das duas resinas é equivalente: ambas avançam em média 10% ao ano. Porém, apesar de cada uma possuir características que atendem a nichos específicos, a concorrência entre o PET e o PP tem se intensificado. Um dos responsáveis por essa disputa é a tecnologia ISBM (Injection Stretch Blow Molding). Capaz de conferir ao PP transparência idêntica ao PET, o processo de estiramento/sopro torna as duas resinas ainda mais convergentes em algumas aplicações. Transparência no PP - Não restam dúvidas, o PP vem abrindo novos mercados; e será difícil não esbarrar no PET nessa ascensão. “O PP clarificado, nos últimos três anos, no Brasil, cresceu o dobro do que o PP convencional”, aponta a gerente de marketing e desenvolvimento de aplicações da Milliken Marta Janowitzer. A latente disputa entre o PET e o PP se manifesta com o avanço do ISBM, processo de estiramento/sopro. Com melhores características ópticas e físicas, o PP clarificado passa a ser considerado, por alguns, o material ideal para eliminar o opaco das embalagens. Responsável pelo desenvolvimento do agente clarificante Millad 3988, a Milliken aposta na produção de garrafas de PP para o segmento de bebidas. Em função do volume, esse mercado atrai os fabricantes de resinas e acirra a disputa entre PP e PET. “Quando se fala em bebida de envase a quente, o PP clarificado é mais adequado do que o PET”, ratifica. Com esse processo, se torna possível fabricar garrafas para água mais leves e mais baratas, em relação ao PET, compara Marta.
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