Curiosamente, a experiência da CRW não ocorre no território brasileiro. A empresa conta com uma fábrica localizada na Europa, na Eslováquia, equipada apenas com máquinas elétricas. Criada para atender a um de seus principais clientes, a fabricante nacional de compressores Embraco, a planta internacional encontra-se em funcionamento há um ano e possui 14 injetoras. "Fizemos essa escolha porque queríamos entrar no mercado europeu de forma competitiva, equipados com tecnologia de ponta", explica Dionísio Sola, controller da CRW. A estratégia tem sido bem-sucedida, tanto que a planta já está atendendo a clientes daquela região.

No Brasil, o transformador não possui máquinas elétricas em suas três fábricas, instaladas nos municípios de Guarulhos-SP, Joinville-SC e Varginha-MG. Mas os bons resultados obtidos no exterior devem mudar esse quadro a partir de 2006, quando a empresa pensa em passar a comprar apenas máquinas elétricas para as plantas nacionais.

De acordo com Sola, além do elevado rendimento e do grau de repetibilidade que proporciona às peças, esses equipamentos apresentam outros atrativos. Um deles é a economia de até 30% no consumo de energia. "Hoje, no Brasil, o preço da energia está muito elevado", justifica. Outro diferencial encontra-se na durabilidade de seus componentes. "O desgaste das peças é menor, pois as máquinas são equipadas com vários motores servocontrolados, que trabalham de forma alternada".

Todos os anos, a transformadora compra cerca de 20 injetoras apenas para renovar suas linhas de produção. Outras unidades são adquiridas quando ocorrem expansões da capacidade produtiva. "Existe a expectativa de que em quatro ou cinco anos todas as nossas fábricas contem apenas com modelos elétricos. É um investimento ainda em fase de estudos, existem questões que podem atrasar esse plano, como o desempenho da economia nacional", ressalta Sola.

A primeira unidade da empresa a receber injetoras elétricas será a de Joinville, onde também são produzidas peças para os compressores da Embraco. "São peças com complexidade técnica elevada, que exigem máquinas confiáveis", avalia Sola. O executivo dá uma outra boa notícia para os fabricantes de modelos do gênero. O investimento previsto para o próximo ano pode ganhar expressivo reforço se a empresa tirar do papel seu plano de construir uma fábrica em Manaus-AM, o que pode acontecer em 2006. "O projeto prevê a instalação de 30 injetoras", revela.

O executivo da CRW afirma que não tem preferência por marcas na hora da compra. "Estamos abertos aos bons negócios, sempre fazemos ampla pesquisa de mercado antes de fechar o contrato", resume. Essa estratégia vale para a escolha da nacionalidade das máquinas. "Não temos preferência por equipamentos nacionais ou importados". Hoje, a transformadora conta, em suas linhas de produção, com volume de 60% a 70% de máquinas importadas da Alemanha, Coréia do Sul e China.

O mesmo cuidado vale para a compra de periféricos, como robôs, misturadores e alimentadores, e componentes opcionais, caso, por exemplo, das roscas utilizadas nas máquinas que transformam apenas plásticos de engenharia ou compósitos. "Na área de periféricos acho que a indústria brasileira poderia avançar mais, encontramos melhores opções de compra no exterior", lamenta.

Dicas de um comprador - Em primeiro lugar, escolher fornecedores de equipamentos que prestem serviços de assistência técnica com rapidez e qualidade. Procurar modelos equipados com componentes hidráulicos produzidos por empresas de renome e sistemas de lubrificação confiáveis. Conferir a robustez das guias. Negociar com os fabricantes das máquinas prazos de garantia de no mínimo dois anos. 


Esses conselhos são dados por Ademir Alavarse Bilha, gerente geral comercial da Plásticos Mueller, que conta com um total de 133 injetoras com capacidades que vão de 60 a 3 mil toneladas de força de fechamento. Em suas três plantas, localizadas em São Paulo, Contagem-MG e Matozinhos-MG, são trans- formadas cerca de 1,3 mil toneladas de plástico todos os anos.

Divulgação

Bilha: máquina chinesas deram diversos problemas

 

 
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