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INJETORAS Usuário prefere máquina robusta Estratégias de compra variam, mas todo moldador busca qualidade e boa assistência técnica José Paulo Sant`Anna
O número de opções é elevado. Os fabricantes nacionais oferecem modelos de vários tamanhos, com opcionais tecnológicos os mais distintos. Também podem ser importadas máquinas dos quatro cantos do mundo, das chinesas de preço competitivo e qualidade vista com certa desconfiança por parte dos compradores, a sofisticados modelos europeus, com características tecnológicas atraentes e preços nem tanto. As muitas alternativas dificultam ainda mais uma operação nada simples para os transformadores, a da compra de injetoras. A seleção é sempre uma questão delicada. Os investimentos necessários são elevados e o retorno dos recursos aplicados ganha velocidade de acordo com o acerto da escolha. O desafio da operação é enfrentado por empresas de todos os portes. As grandes, acostumadas a adquirirem máquinas todos os anos para ampliar suas capacidades de produção ou modernizar suas plantas, encaram a situação de forma um pouco mais rotineira. Para as pequenas e médias, cujas compras são bem menos freqüentes, a decisão exige muita sabedoria por parte dos seus dirigentes. Alguns critérios da escolha da máquina são comuns. Todos os transformadores, por exemplo, vêem com bons olhos os fabricantes de equipamentos com imagem idônea, que produzem modelos robustos e prestam assistência técnica dentro de parâmetros rígidos de qualidade. Mas nem todos têm as mesmas opiniões na hora de fechar o negócio. As estratégias são variadas. Alguns preferem pagar um pouco mais para comprar o modelo de seus sonhos. Outros tomam a decisão pensando mais no bolso. Características tecnológicas, como máquinas elétricas ou hidráulicas, roscas standard ou especiais ou controles lógico programáveis mais ou menos sofisticados são observados de acordo com os trabalhos a serem executados pelos equipamentos. É unânime a impressão de que não vale a pena comprar um canhão para matar uma mosca. A capacidade da máquina de conservar energia e os prazos de entrega são outros quesitos sempre levados em consideração. "É difícil traçar um perfil do mercado. Apesar de adotarem alguns critérios comuns, cada empresa segue estratégia própria de escolha de uma máquina na hora da compra", resume Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). De acordo com a entidade, existem no Brasil 8,3 mil empresas transformadoras, que processaram, no ano passado, cerca de 4,3 milhões de toneladas de plástico. Dessas, o dirigente estima que entre 35% e 40% das companhias se utilizam de injetoras. As máquinas do futuro - Todos os especialistas concordam. As injetoras elétricas são mais eficientes, limpas e econômicas do que as hidráulicas. Mas, apesar das vantagens que proporcionam e de já estarem disponíveis no mercado, elas ainda são vistas como as máquinas do futuro. No presente, o preço bem mais salgado do que o dos modelos hidráulicos assusta os compradores.
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