Um exemplo clássico, segundo ele, seria o emprego de titanatos
ou EVA modificado com anidrido malêico para melhorar a força
de adesão no acoplamento da alumina tri-hidratada ao polímero
de EPDM, com o objetivo de oferecer ao composto resistência à
flamabilidade, sem a perda das propriedades finais. Segundo Garbim, um dos mais eficazes agentes de acoplamento são
os silanos. "Podemos obter excelentes resultados de uso de silanos
como agentes de acoplamento quando forem usadas cargas com características
superficiais reativas, como sílicas, fibras de vidro e mica em
pó", considerou. Bons resultados também podem ser obtidos
quando os silanos forem empregados em compostos contendo cargas de menor
atividade superficial, como carbonato de cálcio, talco, caulim,
alumina hidratada e negro-de-fumo. "Vale lembrar que é muito importante adicionar o silano diretamente
à carga, homogeneizando-o perfeitamente, para somente depois incorporar
a carga silanizada ao polímero, cuidado que melhora a eficácia
do acoplamento entre o polímero e a carga", recomendou. Os sistemas híbridos, obtidos pela combinação de
silanos como aditivos para tratamento de cargas e agentes à base
de polímeros modificados por anidrido malêico ou ácidos
acrílicos, também resultam em compostos com propriedades
mecânicas ainda mais superiores. "O ideal é poder dispor
de uma carga tratada (silanizada), podendo contar com uma matriz polimérica
também tratada", concluiu Garbim. Entre as mais recentes parcerias seladas, a Proquimil destacou a firmada com a espanhola Merquinsa, fabricante de TPU poliéster à base de policaprolactona, tecnologia que confere ao produto mais baixa densidade, 4% menor em relação ao TPU poliéster à base de ácido adípico, oferecendo mais alta resistência à hidrólise e às baixas e altas temperaturas, desde -50o C até 115o C, em trabalhos contínuos, e com aplicações recomendadas em tubos pneumáticos para ar, gaxetas, vedações, buchas, solados, correias transportadoras, filmes, entre outras, segundo destacou Karina Alves Affonso, assessora técnica de vendas da Proquimil. Novo EPDM - Uma das grandes revelações
apresentadas no simpósio, fruto de investimentos em P&D, foi
comunicada ao público pela Lanxess. A empresa alemã criada,
a partir da união dos negócios de produtos químicos
e parte da área de polímeros da Bayer, levou ao conhecimento
do público os resultados de projeto de pesquisa concluído
em dezembro de 2004, na Alemanha, culminando com o desenvolvimento de
um novo EPDM grafitizado (enxertado com anidrido malêico), que se
tornou compatível com a poliamida 6, modificando suas propriedades
e aumentando sua resistência ao impacto, em torno de 40%. "O Buna XT é um novo EPDM reativo, representando nova opção
para modificar impacto em plásticos e otimizar propriedades, e
já está sendo empregado em inúmeros clientes, inclusive
na própria Lanxess, na produção da linha de náilons
para aplicações em maçanetas de portas de automóveis,
conectores elétricos e bloqueadores de circuito de equipamentos
elétricos, entre outras", informou Carlos Leão Leutewiler,
responsável pela área de borrachas e produtos químicos
para borrachas e plásticos da Lanxess. Outra novidade apresentada pela empresa envolve a nova aplicação
do EVM (etil vinil monômero) em compostos de PVC flexível
para modificá-lo ao impacto, substituindo o uso de plastificantes
monoméricos do tipo DINP e poliméricos líquidos.
"Desenvolvemos um EVA borracha na forma sólida para emprego
como aditivo em PVC que já está sendo muito utilizado na
Europa, encontrando-se em fase avançada para aplicação
também no Brasil, em geomembranas e revestimentos internos de veículos
para o setor automotivo", informou Leão. Em defesa do uso de plastificantes monoméricos, como alquilfenol
sulfônico e dioctil adipato (DOA); poliméricos, como poliadipatos
ou poliftalatos; e polímeros plastificantes, como EVA e PU, em
borrachas termoplásticas, Carlos Alberto Dizioli, coordenador técnico
de vendas de Functional Chemicals, da Lanxess, apresentou no seminário
resultados de estudos e as mais recentes aplicações realizadas
em borrachas. Estudo inédito sobre TPV - Fruto de pesquisas
inéditas realizadas no País, um dos estudos apresentados
no seminário revelou a viabilidade de produção de
borrachas termoplásticas vulcanizadas (TPV) a partir de SBR, com
o butadieno, sendo epoxidado parcialmente e misturado com PP (um dos termoplásticos
mais utilizados em TPV), tendo como matriz polimérica o PP e a
fase dispersa o SBR reticulado durante o processo de obtenção
do TPV por vulcanização dinâmica. "O uso da borracha de SBR epoxidada comparado com o da SBR convencional
melhora consideravelmente a resistência a óleos minerais
e a solventes orgânicos apolares, como o ciclohexano e a gasolina,
diminuindo em 400% o grau de inchamento a óleos, ou seja, apresentando
grau de absorção muito menor", destacou a professora.
Em geral, TPVs são produzidos com o uso de matérias-primas
como PP mais EPDM, uma das rotas mais utilizadas no mundo, ou envolvendo
PP mais nitrílicas, do tipo NBR. Em fase final de investigação de propriedades, o estudo
mostrou que esse TPV tem boas propriedades mecânicas principalmente
quanto à tensão de ruptura, comparável à dos
demais desenvolvimentos existentes no mundo, destacando-se, ainda, a sua
maior resistência a óleos.
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