A globalização da Tigre se interliga a uma vigorosa política de renovação de produtos. São 760 itens novos por ano, dois a cada dia, com investimentos de R$ 13 milhões em projetos e R$ 35 milhões em moldes. Fernando Lente de Andrade, gerente corporativo de pesquisa e desenvolvimento, caminha ao longo do show room da empresa e apresenta apenas os lançamentos 2005: caixas de descarga sanitária com válvula de pressão, ao invés da indesejável e anti-higiênica cordinha, e o tanque de lavar com estrutura corrugada para o atrito da roupa, o qual tem como acessório uma caixa portátil para separar tecidos coloridos dos brancos como forma de evitar as manchas.

A concepção do tanque levou em conta a ergonomia, compleição da população brasileira e para isso contou com estudos dos laboratórios de projetos da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem capacidade para nove litros de água e suporta 57 quilos de massa corporal, porque um estudo revelou que as crianças das favelas sobem nos tanques de lavar roupas e nas tinas, para brincar. Há as caixas sifonadas giratórias, sem similar no mercado mundial, por incorporarem peneira interna para retirada de sujeira, informa Andrade. As peças injetadas em PVC trazem indicação da entrada de esgoto, sifão removível para retirada de sujeira pesada proveniente da obra, dispositivo antiespuma e um disco antiinfiltração, que evita transtornos com o vizinho do apartamento do andar inferior.

Outra inovação fica por conta da linha de tubos Aquatherm, canos de circulação da água quente em substituição ao cobre, produzidos com o polímero importado dos Estados Unidos denominado CPVC.

Uma carga de cloro adicional confere resistência à temperatura contínua de até 80 graus centígrados e pressão de 60 metros de coluna de água ao longo de 50 anos. Totalmente injetada a peça é única, diferente dos canos antigos que necessitavam de operações de montagem com conexões e soldas.  

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“Nós temos de encontrar soluções para a vida do consumidor, mesmo prejudicando o faturamento imediato”, reforça Lente Andrade. Ele percorre obras ao menos quatro vezes por mês, como forma de levar idéias novas aos projetistas.

Além disso, conta com equipe formada especificamente com essa finalidade e que visita os canteiros da construção civil pelo menos uma ocasião por semana.

Assim, as peças direcionadas à construção civil pela Tigre estão cada vez mais complexas e as ferramentas cada vez mais qualificadas, pois uma das intenções é tirar o fogo da montagem das instalações.

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Nesse aspecto, uma das formas encontradas foi substituir as latas pesadas de adesivos por bisnagas de bolso, para facilitar o transporte pelo encanador. “Há muito tempo o PVC ganhou força em injeção, se comparar nossa linha de produção e capacidade de diversificação, pode-se perceber que ninguém consegue nos acompanhar”, desafia Andrade.

Além do PVC, a diversificação levou outras resinas ao interior da Tigre: polietileno de alta densidade nas tubulações de gás; telefonia, energia e sifões com componentes em polipropileno. A partir dessas resinas é possível fazer interruptores, tomadas, caixas de água, tubulações elétricas e caixas de disjuntores já adequados à NBR 5410. A norma exige que todos os cabos e condutores elétricos tenham propriedades antichama e está incorporada ao novo manual da Caixa Econômica Federal, com relação às especificações de segurança dos prédios financiados pelo sistema financeiro da habitação.

Concorrente de peso - Na condição de líder, a pioneira da terceira geração petroquímica catarinense produziu seus filhotes entre as quais a Akros, recentemente adquirida pelo grupo multinacional Amanco, cujo diretor industrial Cláudio Theilacker, não esconde a disposição da empresa em brigar pelo topo do mercado, a partir da combinação de métodos industriais ambientalmente corretos com o lançamento de produtos novos.

Um dos pontos de partida é o neologismo “tubossistemas”, criado na área de marketing para caracterizar o compromisso com todas as tecnologias existentes na obtenção de materiais capazes de transportar água. Em Joinville, a Amanco controla duas fábricas, as quais processam 1.800 toneladas por mês em acessórios e adesivos, 7.500 toneladas/mês de tubos de PVC e empregam 1.300 funcionários. A empresa mantém ainda unidades industriais em Sumaré-SP e Suape-PE e mais 26 unidades em 11 países da América Latina, onde gera um total de 6 mil empregos diretos e vendas de US$ 500 milhões por ano e detém ainda a marca comercial Fortilit.

 

 
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