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SEGURANÇA

Ilustração: Martinez
AÇÃO CONJUNTA REDUZ MUTILAÇÕES
Acidentes ainda preocupam, mas índice recuou além de 30%
desde a primeira convenção coletiva
Maria Aparecida de
Sino Reto
Ao completar dez anos de
existência no final de setembro, a convenção coletiva
sobre prevenção de acidentes em máquinas injetoras
de plástico reserva bons motivos para celebrar.
Embora ainda reste longo caminho até o parque industrial transformador
de plástico servir de modelo em segurança e isenção
de acidentes e doenças do trabalho, a primeira convenção
assinada em 1995 representa um marco na história da indústria.
Além de contribuir para preservar mãos, braços e
o desenvolvimento profissional de inúmeros operários, serviu
de modelo para outros setores (como a Convenção Coletiva
de Melhoria das Condições de Trabalho em Prensas e Equipamentos
Similares, Injetoras de Plástico e Tratamento Galvânico nas
Superfícies nas Indústrias Metalúrgicas no Estado
de São Paulo); e ainda motivou a elaboração de normas
técnicas de segurança para a fabricação de
injetoras, num primeiro momento, e de sopradoras e moinhos na seqüência.
As extrusoras constituem as próximas na mira das normas.
| Desde o advento da assinatura
da primeira convenção coletiva, de modelo tripartite,
com anuência de empresários, trabalhadores e governo,
a indústria do plástico conseguiu reduzir os índices
de mutilações entre 30% e 40%, estima Guido Pelizzari,
presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios
para a Indústria do Plástico (CSMAIP), da Associação
Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
Para ele, a convenção e a norma ABNT de requisitos técnicos
de segurança para o projeto de máquinas injetoras representaram
um divisor de águas em termos de segurança para operadores
e usuários dos equipamentos, e a redução dos
índices de acidentes com mutilações foi o principal
ganho do setor.
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Cuca Jorge |

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| Pelizzari fecha o cerco aos importados sem segurança |
Evoluções – Passados dez anos, a
Convenção Coletiva embute avanços significativos
desde a primeira redação.
| A renovação assinada
em setembro do ano passado traz aprimorados os lay-outs dos dispositivos
de segurança e o check list para concessão do selo, informa
José Roberto Squinello, assessor do Sindicato da Indústria
de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast)
e Associação Brasileira da Indústria do Plástico
(Abiplast), e ainda membro da Comissão Permanente de Negociação
(CPN) da Convenção Coletiva. “O anexo I ficou mais
atual, com melhor detalhamento técnico dos dispositivos”,
assegura.
Outra novidade fica por conta
da exigência do curso de segurança. Antes obrigatório
para os operadores das injetoras, foi estendido a toda a área
de manutenção.
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Cuca Jorge |

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| Squinello: convenção foi ampliada e atualizada |
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