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PLÁSTICO ADVERTE: QUE SE CUIDEM OS METAIS Marcio Azevedo Desde que os produtores de automóveis se interessaram pela substituição de peças de metal por outras semelhantes de plástico, há cerca de 30 anos, a parceria entre polímeros sintéticos e veículos só cresce. O desenvolvimento de novos aditivos e reforços e o aperfeiçoamento dos processos de sua incorporação aos termoplásticos, somados a evoluções tecnológicas na síntese das resinas básicas (particularmente em catálise), ampliam aplicações para polímeros em todos os compartimentos do carro, incluindo peças externas, peças internas de acabamento, dispositivos do motor, e partes dos sistemas de alimentação, aquecimento e resfriamento. Até no grande reduto de domínio do aço, o chassi, há iniciativas que aumentarão a massa de plásticos em veículos reduzindo seu peso total. Dentre os plásticos presentes em automóveis, os compostos de polipropileno aparecem com a maior participação: 8% do peso do veículo. A poliamida (PA), em segundo lugar, e outros materiais, como a blenda policarbonato/acrilonitrila-butadieno-estireno (PC/ABS), poliacetal (ou polióxido de metileno, POM), e polibutileno tereftalato (PBT) somam entre 0,5% a 1% do peso do carro. O valor absoluto das participações de cada plástico, no entanto, é um número de difícil obtenção, e varia com os modelos de carros, os mercados onde são vendidos e as montadoras. A maior parte dos automóveis possui entre 12 kg e 30 kg de plásticos de engenharia. Na Europa, onde a filosofia de substituição está estabelecida a mais tempo, o conteúdo plástico se aproxima dos 30 kg. Nos EUA, onde os carros, as demandas estruturais e os motores são maiores, e na América Latina, onde o mercado ainda precisa evoluir em volumes e aplicações, estima-se que a participação seja mais próxima do limite inferior. Fora, PP – Dois dos principais produtores mundiais de compostos de PP, Borealis e Basell Poliolefinas operam no mercado interno do País. O mercado nacional gira ao redor de 100 mil toneladas anuais, e entre 70% a 80% desse volume é consumido pela indústria automobilística. Líder mundial do segmento, a Basell optou pela propriedade integral da antiga Polibrasil Compostos (joint venture com o grupo Suzano), de modo a alinhar a operação brasileira com as diretrizes da companhia em nível global.
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