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Indústria aperfeiçoa desempenho do antiUV Tecnologia de ponta aumenta eficiência das novas moléculas Renata Pachione
Apesar de não existirem números precisos sobre o seu tamanho, os especialistas do setor são unânimes ao definir o mercado como técnico e de pequenos volumes. Estima-se que a categoria dos antioxidantes - estabilizante usado para retardar ou suprimir as alterações químicas geradas por oxidação na presença de oxigênio - seja a mais expressiva em quantidade. Entretanto, no quesito inovações tecnológicas, os fotoestabilizantes se sobressaem.
Destinado a retardar as reações químicas iniciadas pela incidência de radiação UV em materiais poliméricos, o aditivo antiUV é classificado em três categorias de produtos: os absorvedores UV, os Hals e os filtros. Os absorvedores UVs considerados clássicos correspondem aos compostos derivados de benzofenona e benzotriazol. Mas hoje já existem novas moléculas, como a triazina. A ação desse tipo de produto visa prevenir a formação de radicais livres, na medida em que absorve a energia luminosa UV e a dissipa em forma de energia térmica. "O absorvedor bloqueia a matriz polimérica como se fosse um guarda-chuva contra os raios", explica o gerente de vendas da divisão brasileira de aditivos para os polímeros da Cytec Cássio Martins. Para a engenheira de aditivos de masterbatches da divisão latino-americana da Clariant Liliana Rubio, dentro deste tipo de categoria de fotoestabilizante se incluem alguns pigmentos orgânicos e inorgânicos, como o dióxido de titânio ou negro de fumo, considerados por alguns como filtros. Este grupo, como o nome denuncia, filtra a luz de comprimento de onda. Os Hals, por sua vez, são definidos como estabilizantes à luz, porque agem nos hidroperóxidos e radicais livres formados, de maneira a desativá-los e, evitando assim, a propagação da degradação do polímero. "Os Hals funcionam como captor de radical livre", esclarece Martins. O desenvolvimento dos absorvedores UV data de 1950. Enquanto os antioxidantes surgiram dez anos depois e os Hals, na década seguinte, em 1970, segundo Liliana. Nos anos 90, as novas gerações destes sistemas vieram com melhores propriedades de estabilidade térmica, alta resistência a halogênios e alto peso molecular. A idéia é melhorar a compatibilidade e diminuir a volatilização e a extração, além de aumentar o tempo de consumo do aditivo na matriz polimérica.
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