Indústria aperfeiçoa desempenho do antiUV

Tecnologia de ponta aumenta eficiência das novas moléculas

Renata Pachione

Com exigências cada vez mais específicas, o mercado dos termoplásticos impulsiona os fornecedores de aditivos antiultravioleta a desenvolverem novas moléculas em substituição às antigas. Por definição, essa categoria de aditivo preza pela especialidade.   

No entanto, de uns tempos para cá, ser especial se tornou quesito básico de sobrevivência. Como reflexo dessa postura, o setor se esmera para lançar produtos com maior desempenho, como é o caso de famílias resistentes aos halogênios e ao enxofre, e de sinérgicas e eficientes combinações entre os absorvedores UVs e os Hals (hindered amine light stabilizer ou aminas com impedimento estérico).

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Apesar de não existirem números precisos sobre o seu tamanho, os especialistas do setor são unânimes ao definir o mercado como técnico e de pequenos volumes. Estima-se que a categoria dos antioxidantes - estabilizante usado para retardar ou suprimir as alterações químicas geradas por oxidação na presença de oxigênio - seja a mais expressiva em quantidade. Entretanto, no quesito inovações tecnológicas, os fotoestabilizantes se sobressaem.

"Trata-se de uma venda particular, o antiUV é um dos aditivos mais específicos do nosso portfólio", explica Fernanda Mazzi Dias, do Departamento de Desenvolvimento de Produtos Especiais e Aditivos da Cromex. Cuca Jorge

Liliana anuncia projeto para plasticultura

Destinado a retardar as reações químicas iniciadas pela incidência de radiação UV em materiais poliméricos, o aditivo antiUV é classificado em três categorias de produtos: os absorvedores UV, os Hals e os filtros. Os absorvedores UVs considerados clássicos correspondem aos compostos derivados de benzofenona e benzotriazol. Mas hoje já existem novas moléculas, como a triazina. A ação desse tipo de produto visa prevenir a formação de radicais livres, na medida em que absorve a energia luminosa UV e a dissipa em forma de energia térmica. "O absorvedor bloqueia a matriz polimérica como se fosse um guarda-chuva contra os raios", explica o gerente de vendas da divisão brasileira de aditivos para os polímeros da Cytec Cássio Martins. Para a engenheira de aditivos de masterbatches da divisão latino-americana da Clariant Liliana Rubio, dentro deste tipo de categoria de fotoestabilizante se incluem alguns pigmentos orgânicos e inorgânicos, como o dióxido de titânio ou negro de fumo, considerados por alguns como filtros. Este grupo, como o nome denuncia, filtra a luz de comprimento de onda. Os Hals, por sua vez, são definidos como estabilizantes à luz, porque agem nos hidroperóxidos e radicais livres formados, de maneira a desativá-los e, evitando assim, a propagação da degradação do polímero. "Os Hals funcionam como captor de radical livre", esclarece Martins.

O desenvolvimento dos absorvedores UV data de 1950. Enquanto os antioxidantes surgiram dez anos depois e os Hals, na década seguinte, em 1970, segundo Liliana. Nos anos 90, as novas gerações destes sistemas vieram com melhores propriedades de estabilidade térmica, alta resistência a halogênios e alto peso molecular. A idéia é melhorar a compatibilidade e diminuir a volatilização e a extração, além de aumentar o tempo de consumo do aditivo na matriz polimérica.

 

 
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