SOPRADORAS

Fabricante de máquina recupera fôlego com PET

Indústrias de grande porte retomam investimentos e impulsionam a demanda de sopradoras mais produtivas

Rose de Moraes

Os ventos sopram a favor do sopro nessa temporada. Os investimentos focados na compra de sopradoras de alta produtividade voltaram e, se a economia não atrapalhar, os soprados continuarão a se expandir pelos mercados de refrigerantes e água mineral, abrindo novas frentes em óleos comestíveis, medicamentos e peças técnicas.

Estimulada pela demanda do mercado de óleos comestíveis, cada vez mais demonstrando preferência por embalagens PET sopradas em substituição às latas, a Engepack desembolsou R$ 27 milhões, em 2005, para redimensionar suas unidades de sopro, após ter efetivado aquisições no valor de R$ 18 milhões em 2004, totalizando investimentos de R$ 45 milhões nesses dois anos.

Cuca Jorge

Sopradora Krupp Corpoplast, da engepack, também usada na fabricação de garrafas de refrigerentes

Com isso, a empresa, que já tem capacidade para produzir 1,8 bilhão de garrafas sopradas ao ano, alcançará 2 bilhões de unidades/ano, conquistando não só maiores volumes, mas também flexibilidade para atender a novos clientes do mercado de alimentos.

“Nossa última aquisição foi destinada à ampliação da capacidade da unidade in house instalada na Spaipa, fabricante da Coca-Cola, de Maringá, no Paraná”, informou Fausto Lopes Bernardino Júnior, superintendente comercial da Engepack.
Divulgação

Máquina Sidel produz 18 mil garafas/horas

O equipamento adquirido foi uma sopradora da nova geração Universal, da Sidel, com dez cavidades e capacidade para produzir 1.800 garrafas por molde/hora, totalizando 18 mil garrafas/hora. Alguns meses atrás, a empresa já havia comprado três novas máquinas da série II do mesmo fabricante.
Operando com sete unidades in house – modelo de gestão que livra os clientes dos custos logísticos devidos ao transporte de garrafas vazias –, em parceria com fabricantes de óleos, como a Cocamar, de Maringá–PR; e de água mineral, como a Cristal, de Mogi das Cruzes–SP; e com cinco outras unidades instaladas em fabricantes de Coca-Cola de Jundiaí–SP, Marília–SP, Ribeirão Preto–SP e Maringá–PR, a empresa inaugurou recentemente nova unidade em Teresina, no Piauí.

Além das plantas in-house, representando a maior fatia de negócios, a empresa também atua com fábricas de embalagens PET sopradas em Redenção–CE, Simões Filho–BA e Itupeva–SP, expandindo ainda sua capacidade de injeção de preformas, de 1,1 milhão para 1,2 milhão de unidades/ano.

“A renovação de nossas máquinas é muito importante porque gera aumentos na produção para que possamos atender aos novos projetos em desenvolvimento no Brasil, três deles surgindo na Região Sul do País, e que possibilitarão a instalação de novas plantas in house para o sopro de embalagens PET para envase de óleos comestíveis e água mineral”, informou Bernardino.

Cuca Jorge

Bernardino: renovação fabril promove maior produtividade

De olho nos volumes já consolidados de garrafas PET para refrigerantes, girando em torno de 7 bilhões de unidades/ano, a empresa adota a estratégia de acompanhar o crescimento nesse segmento, estimado em torno de 4% até 5% ao ano, e também permanece atenta ao ritmo acelerado do PET em embalagens para óleos comestíveis, onde, segundo avalia Bernardino, as expansões ocorrem na faixa de 15% a 20% ao ano.

Trocas rápidas – A mais recente aquisição da Vonpar Refrescos, de Porto Alegre–RS, elevou a produção por sopro às alturas.

 

 
  <<< Anterior
Próxima >>>