A Coreplas, de Guarulhos-SP, também concorda que o mercado vai bem e faz coro sobre o aumento do custo da matéria-prima do plástico. “Acabou inibindo a produção industrial e, consequëntemente, nossos clientes produziram menos, retraindo o mercado no início deste ano”, afirma o gerente José Gonzaga. Apesar desse cenário, ressalta que em comparação ao primeiro semestre de 2004, houve aumento de 5% neste ano e a perspectiva é de melhora substancial no segundo semestre. “Tradicionalmente a demanda aumenta nos últimos meses do ano. Um dos motivos é o Dia das Crianças e o Natal”, avalia o gerente.

A expectativa de Gonzaga comprova-se na ampliação de seu negócio, com investimentos em nova fábrica. “Vamos dobrar nossa capacidade atual de 120 toneladas mensais e ainda dividir a produção. Uma fábrica vai lidar com commodities e a outra com os compostos de cor, evitando assim a contaminação”.

Com duas plantas em São Paulo, atuantes no segmento específico de concentrados, além de fábrica na Bahia, voltada à área de commodities brancos e aditivos, a Cromex festeja o crescimento da empresa. “O ano de 2004 foi atípico para nós, com um volume de vendas expressivo se comparado com 2003, ano de forte recessão no mercado de master. Mesmo assim, em comparação ao primeiro semestre de 2004, as vendas no mercado interno tiveram um acréscimo de 10% a 12% no mesmo período de 2005 e as exportações tiveram um aumento de 40% a 50% comparado com o mercado interno”, comemora Cerqueira.

Um dos motivos para a alta foram as parcerias fechadas com seus fornecedores, resultando economia importante, repassada ao preço final dos produtos.

“Adquirimos maior força de negociação e conquistamos novos negócios”, comenta Cerqueira, que destaca ainda a compra de equipamentos mais modernos e a redução no tempo de mudança de uma cor para outra conquistada pelo uso do sistema TPM (Manutenção Produtiva Total). “É preciso ter custos operacionais e matéria-prima baratos para enfrentar este mercado adverso”.
Emerson Lopes

Daniel(esq.) e fernando (dir.0 apostam em pós vendas e expansão

 

Outra empresa com projetos de expansão é a Cromaster, há cinco anos no mercado. Hoje com capacidade instalada de 90 toneladas por mês, planeja mudança para novo endereço também na capital paulista, onde pretende ampliar em 50 toneladas a sua produção. “Isto é fundamental para continuarmos a atender nossos clientes com rapidez”, comenta o diretor técnico João Daniel.

Com quase 70 anos de experiência e de olho no mercado brasileiro, a norte-americana Ampacet aproveitou os incentivos fiscais concedidos pelo Estado da Bahia e instalou uma de suas duas fábricas na cidade de Camaçari, em 2003. Avessa a revelar números, deixou claro que o Brasil é muito importante para os planos de expansão da empresa, já que é o maior mercado e o que apresenta maior crescimento na América do Sul.

Na Allcolor, de São Paulo, o pensamento segue a mesma linha de seus concorrentes, lembrando que a competição, além de saudável, ainda obriga as empresas a melhorarem seus produtos. Segundo ressalta o diretor administrativo Sandro da Silva Borbi, o mercado de master está muito competitivo. Além dos grandes grupos, há varias médias e pequenas empresas tentando conquistar os transformadores. “Isto acarretou aumento da qualidade dos produtos e na agilidade do atendimento”, garante.

 

 

 
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