MASTERBATCH

 

Mercado brasileiro comemora a alta das vendas no ano

Possível expansão recorde no setor das embalagens sustenta números otimistas e novos investimentos

Emerson Lopes

O consumo de masterbatch expandiu nos últimos anos, mas o número de fornecedores cresce em ritmo mais acelerado que a demanda. Mesmo assim, com cerca de cem empresas de masterbatches espalhadas pelo Brasil, há mercado para uma boa parte delas, em especial para as que investem em pesquisa e pós-venda. Pelo menos é nisto que as principais do ramo acreditam, apoiadas pelos números divulgados recentemente pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre), comprovando demanda em contínuo crescimento.

Segundo dados divulgados pela entidade, provenientes de um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo IBGE, o setor de embalagens cresceu 6,4% em relação a 2004. A pesquisa tem como base o mês de abril deste ano. Segundo o índice, o setor pode atingir 4,63% em um período de 12 meses, a maior taxa registrada desde agosto de 1997, quando o crescimento atingiu 5,06%.

Para a Cromaster, de São Paulo, uma das melhores maneiras para se manter neste mercado é investir no pós-venda e conquistar a fidelidade do cliente. “Colocar pigmento, cera e resina na máquina, a maioria dos nossos concorrentes sabe fazer, mas conseguir fazer o produto render bem e entender a necessidade do cliente é que faz a diferença entre as empresas de masterbatches”, afirma o diretor comercial Fernandes Filho.

Na opinião do diretor-geral da Macroplast, de São Bernardo do Campo, Fernando Nicolosi, o aumento da concorrência acaba diluindo o mercado.

“Mas as empresas que oferecem um portfólio completo de produtos, com constância de qualidade, nos prazos acordados e suportados por serviços de pré e pós-vendas diferenciados não têm com o que se preocupar.”
Paulo Igarashi

Cerqueira: parceiras amparam crescimento

Com 30 anos no mercado, a Cromex, de São Paulo, é uma das gigantes do segmento, com forte atuação nos masters de commodities (brancos e pretos) e também em coloridos. Para o gerente de negócios J.D.Cerqueira a competição do mercado é saudável, mas para ele só sobreviverão as empresas que apostarem na ampliação de portfólio, no suporte técnico e na profissionalização do negócio.

A título de exemplo, Cerqueira comenta sobre a demanda de matérias-primas para a produção do master. “O dióxido de titânio tem apresentado uma forte demanda da China e o mercado pode ficar com um déficit desta matéria-prima. Quem mais sofre com isto são as pequenas empresas, que em momentos de desabastecimento utilizam outros elementos químicos para suprir a falta de titânio e comprometem a qualidade do seu produto e o nome de sua empresa.”

Crescimento - Com unidades em São Bernardo do Campo-SP e Indaial-SC, a Macroplast cresceu 20% no primeiro semestre de 2005 em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo Nicolosi, parte significativa do crescimento veio da exportação de produtos plásticos transformados e de alguns aditivos, como os usados em embalagens de polietileno, mas a expansão poderia ser ainda mais forte, não fossem os aumentos de preços das resinas. Emerson Lopes

Gonzaga: Coreplas dpbra produção com nova fábrica

 

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