Os plásticos cromados estão sendo utilizados nas mais diversas aplicações, principalmente nos veículos de modelos mais sofisticados, em grades dianteiras de automóveis, frisos, espelhos retrovisores, calotas e, claro, para identificar a marca do veículo e o fabricante, nos logotipos.

Fora do setor automotivo, o segmento de plásticos sanitários é um no qual a procura por cromação mais cresce. O plástico cromado substitui o metal em toalheiras, saboneteiras, papeleiras, ralos, torneiras e duchas. “As encomendas nesse segmento crescem a um ritmo de 3% ao mês”, diz Fabrício Rigitano.

Os negócios de cromação para o setor de eletroeletrônicos também vão bem. O emprego em celulares, por exemplo, está bastante aquecido. Assim como as aplicações voltadas para os produtos denominados linha branca. Nesse caso, como conseqüência natural do crescimento de vendas de fogões, geladeiras, aparelhos de som e outros bens duráveis, motivados pelo aumento do crédito ao consumidor no primeiro semestre de 2005. O plástico cromatizado é utilizado em frisos, logotipos, maçanetas e puxadores, por exemplo.

“A indústria automotiva dita moda, mesmo fora do seu segmento. O plástico cromado do automóvel estimula o crescimento das aplicações nos mais diversos setores. Cuca Jorge

Cromado de automóvel estimula expansão do uso, segundo Varela

Hoje, a estética do cromado agrado o consumidor”, diz José Luiz Varela, diretor do Grupo G.P., que reúne empresas especializadas em tratamento de superfície.

Não é a primeira vez que o mercado de cromação de plásticos vive uma boa fase. O processo foi desenvolvido nos anos 60 e teve seu auge na década seguinte, a dos anos 70. E também foi a indústria automobilística a principal fonte de negócios. Mas nos anos 80, o plástico cromado deixou de freqüentar as pranchetas dos designers automotivos e sua aplicação entrou em franco declínio. Para complicar ainda mais a situação, os cromados passaram a ser substituídos por plásticos injetados coloridos, que apresentam um custo mais baixo.

Gargalos - Ao contrário do que ocorre com metais, onde a galvanização tem uma utilidade anticorrosiva, a cromação no plástico possui apenas finalidade estética, decorativa. Por tanto, depende dos humores da moda. E é justamente essa característica que retarda seu maior desenvolvimento, uma vez que inibe investimentos na melhoria da qualidade do processo. Quem investe, quer perspectivas reais de retorno no longo prazo.Nem sempre é possível analisar o potencial de retorno em segmentos de mercados ditados pela moda. Sem investimentos, os gargalos na cadeia produtiva do plástico cromatizados não são superados.

O principal problema se dá na qualidade da injeção da peça plástica que será encaminhada para a cromação. Uma das principais características de um material galvanizado é que ele ressalta as características da peça. Ou seja, se ela tiver defeitos, eles não serão escondidos. Pelo contrário, serão evidenciados. Peça com problema de injeção acaba rejeitada na galvanoplastia, o que representa aumento de custos de produção. “Hoje, 80% dos problemas detectados em peças de plásticos cromados são provenientes da má qualidade da injeção. Seria possível reduzir em mais de 20% os nossos custos operacionais se diminuíssem os rejeitos originários nesse item”, diz Rigitano.

 

 
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